Joesley e Saud tiveram a prisão temporária decretada pelo ministro Luiz Édson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eles devem permanecer detidos ao menos por cinco dias, mas a prisão temporária pode ser prorrogada ou até mesmo convertida em preventiva, que não tem prazo determinado para terminar.
Segundo a PF, Joesley e Saud assinaram um documento informando estar em "perfeita saúde" e, por isso, não precisaram ser submetidos a exames no Instituto Médico Legal (IML). Com isso, acrescentou a Polícia Federal, eles já foram levados para a cela na superintendência.
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Na última semana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou que revisaria os acordos de delação premiada dos executivos, com base na gravação de uma conversa na qual Joesley e Saud dão a entender que omitiram informações nos depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nos diálogos, há trechos em que os executivos falam sobre Marcelo Miller, ex-procurador da República, que supostamente estava orientando os dirigentes da J&F a elaborar os termos de delação premiada, quando ainda fazia parte do MPF.
Em Brasília, Joesley e Saud devem ser submetidos a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para verificar em que condições foram detidos. Só depois, eles devem ser levados para a superintendência da Polícia Federal, onde ficarão detidos.
'Recepção'
Por volta das 15h50, o comboio que levava Joesley e Saud chegou à superintendência da PF em Brasília.

Na porta da superitendência da PF, dez manifestantes aguardavam os executivos com cartazes contra a corrupção. Eles erguiam frases como: "Joesley, a Papuda te espera", numa referência ao presídio do Distrito Federal.
Segundo o autônomo Joaquim José Gomes, um a intenção é "recepcionar" o dono da J&F.
"Estamos comemorando a prisão de Joesley. Antigamente só prendiam pretos e pobres. Hoje, estão indo [presos] brancos ricos e poderosos também", afirmou o manifestante.
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Joesley e Saud se entregaram à polícia, em São Paulo, no domingo (10). No início da manhã desta segunda (11), policiais federais e procuradores da República cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos executivos da J&F na capital paulista.
Policiais federais ainda cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do diretor jurídico da J&F, Francisco de Assis e Silva.
No Rio, a PF também fez buscas no apartamento de Marcello Miller, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul.
G1

























