Publicada em 13/09/2017 às 06h52.
Saúde anuncia R$ 2 mi para ações com crianças afetadas pela Zika em PE
Anúncio foi feito durante a abertura de um encontro regional para o fortalecimento da Atenção Básica, nesta terça (12).

Ministro da Saúde, Ricardo Barros

Ministro da Saúde, Ricardo Barros

Foto: Anderson Stevens / Folha de Pernambuco

 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou, nesta terça-feira (12), o repasse de R$ 2 milhões para reforçar a rede de cuidado às crianças com síndrome congênita associada ao Zika em Pernambuco. Em todo o país, serão investidos R$ 27 milhões para ampliar e qualificar os serviços na Atenção Básica, por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), e avaliar os 5,3 mil casos confirmados e em investigação em todo o Brasil, além de fortalecer as ações de vigilância. O anúncio foi feito durante a abertura de um encontro regional para o fortalecimento da Atenção Básica, que ocorre em um hotel em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Dos R$ 27 milhões, R$ 15 milhões serão repassados para 4.143 equipes de Nasf que possuam profissionais de fisioterapia. Os valores serão destinados à aquisição de kits para reforçar a estimulação precoce, como colchonetes, bolas, brinquedos que estimulam os sentidos e a coordenação motora, trena antropométrica, martelo de reflexo, entre outros materiais. Os municípios receberão os recursos em parcela única por meio do Piso da Atenção Básica (PAB variável).


Também para reforçar a continuidade da assistência às crianças vítimas da síndrome congênita associada ao Zika, o Ministério da Saúde repassará R$ 11,8 milhões aos estados e municípios para os serviços de avaliação, diagnóstico e acompanhamento dos 5,3 mil casos confirmados e em investigação neste momento. Serão destinados cerca de R$ 2,2 mil de recursos para cada criança investigada.


Em Pernambuco, devem passar por nova avaliação 399 crianças que já tiveram o diagnóstico de confirmação e 236 que ainda estão sendo investigadas. As informações referentes à avaliação dos casos permitirá sistematizar evidências sobre a síndrome e apoiar o desenvolvimento de pesquisas. “Temos responsabilidade com a microcefalia. O governo retirou a emergência, mas mantém o apoio. Continuarem investindo para que essas crianças tenham assistência necessária”, disse o ministro. 

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, e o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, destacaram que os recursos chegam em boa hora, inclusive porque é a primeira vez que há investimento direto na atenção básica para o aporte de estimulação das crianças.

Atualmente, a rede de reabilitação em todo o país conta com 2.323 serviços de reabilitação e estimulação credenciados no SUS, com 190 Centros Especializados em Reabilitação (CERs), 33 Oficinas Ortopédicas, 238 serviços de reabilitação em modalidade única e 1.862 serviços de reabilitação credenciados pelos gestores locais.

Ocorrências
A Zika é transmitida pelo Aedes aegypti, que se desenvolve na água suja. Por isso, na coletiva, o ministro foi questionado sobre a efetividade das ações quando há deficiência no saneamento básico em várias cidades brasileiras. Veja o vídeo.

Entre 2015 e 2017, foram registrados 14.577 casos e 883 óbitos causados pela síndrome. Em agosto deste ano, de acordo com o novo boletim epidemiológico, 20% dos casos foram confirmados, 21% permanecem em investigação e 44% foram descartados. Os casos de microcefalia vêm diminuindo desde maio de 2016.

Websérie
Na ocasião, o ministro também lança o primeiro episódio da websérie Viva Mais SUS, que irá tratar sobre microcefalia. A campanha contará, em 16 episódios, histórias de pessoas impactadas pelos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Entre eles, três falam especificamente sobre a Zika.

 

 

 

Folha PE

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