Foto: FolhadePEJovens da Funase de Abreu e Lima, no Grande Recife, realizaram uma rebelião, que durou uma hora, no início da tarde desta sexta-feira (15). Uma equipe do Batalhão de Choque e do Grupo de Apoio Tático Itinerante da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) foram ao local para conter a ação. Os funcionários conseguiram sair da unidade em segurança. Pelo menos vinte adolescentes ficaram feridos.
Com medo de serem atingidos por pedras, alguns funcionários decidiram se resguardar no interior do prédio até que a polícia chegasse. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h30 e uma equipe foi encaminhada ao local. O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) também ajudou a conter a rebelião.
A mãe de um dos socioeducandos, Feiga Regina, de 41 anos, reclamou da situação. "Perdi minha paz depois que meu filho veio pra cá, transferido de Garanhuns. Vira e mexe tem rebelião", disse.
A assessoria de comunicação da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) confirmou que houve tumulto e que ele foi iniciado por gangues rivais. Internos jogaram pedras para o lado de fora da unidade para dificultar o trabalho da polícia. Em contrapartida, bombas de efeito moral foram jogadas por um helicóptero da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS/PE).
Segundo o coronel do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPMPE), Marcos Ramalho, quando a equipe chegou notou o ambiente bastante depredado. "Os adolescentes estavam tentando se agredir mutuamente, arremessando pedras uns nos outros. Fizemos a contensão dessas pessoas até o Batalhão de Choque chegar e encaminhá-las para seus respectivos pavilhões", disse.
Ainda segundo Ramalho, materiais como armas e facas não foram encontrados, também não houve mortes e ninguém ficou gravemente ferido.
























