Publicada em 16/09/2017 às 17h13.
Coreia do Norte diz que objetivo de desenvolver força nuclear está 'quase concluído'
Kim Jong Un diz que seu país pretende alcançar um 'equilíbrio' de força militar com os Estados Unidos.

Lançamento do míssil Hwasong-12 em montagem de fotos distribuídas pela North Korea's Korean Central News Agency (KCNA), neste sábado (16) (Foto: KCNA via Reuters)

 

O líder norte-coreano Kim Jong Un afirmou neste sábado (16) que o objetivo do país de desenvolver sua força nuclear "está quase concluído", segundo a agência de notícias estatal KCNA, citada pela Reuters.

A Coreia do Norte pretende alcançar um "equilíbrio" de força militar com os Estados Unidos, que indicaram que sua paciência para diplomacia está acabando após Pyongyang disparar um míssil cruzando o Japão pela 2ª vez em menos de um mês.


"Nosso objetivo é estabelecer o equilíbrio da força real com os EUA e fazer com que os governantes norte-americanos não se atrevam a falar sobre uma opção militar", disse Kim Jong Un.

 

O líder norte-coreano Kim Jong-un observa o lançamento de um míssil Hwasong-12 em foto não datada divulgada no sábado (16, horário local) pela agência KCNA (Foto: KCNA via Reuters)


Nesta semana, a agência estatal Comitê da Coreia para a Paz na Ásia-Pacífico afirmou que a Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para "afundar" o Japão e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e escuridão" por apoiar uma resolução e sanções do Conselho de Segurança da das Nações Unidas (ONU) contra o mais recente teste nuclear do regime norte-coreano.


Últimos testes

Após o mais recente lançamento de mísseis na sexta-feira (15), o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, H. R. McMaster, disse que os EUA estão ficando sem paciência com os programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.


"Para aqueles ... que comentaram a falta de uma opção militar, há essa opção", disse McMaster, acrescentando que não seria a escolha preferida da administração Trump.


Também na sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou o lançamento de mísseis provocativos pela Coreia do Norte. A embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, fez coro ao forte posicionamento de McMaster.


"O que estamos vendo é que eles continuam a ser provocativos, a ser imprudentes e nesse ponto não há muito o que o Conselho de Segurança será capaz de fazer a partir daqui, quando já cortou 90 por cento do comércio e 30 por cento das exportações de petróleo da Coreia do Norte".


Trump disse que está "mais confiante do que nunca que as opções para lidar com essa ameaça são efetivas e esmagadoras". Ele também prometeu não permitir que a Coreia do Norte ameace os Estados Unidos com um míssil nuclear.


Resposta ao Conselho de Segurança

O último que passou sobre o Japão foi uma resposta norte-coreana às novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização que impôs, por unanimidade, a proibição das exportações de produtos têxteis do país e limitou as importações de petróleo.


 

Essas sanções foram aprovadas como uma resposta ao sexto e mais poderoso teste nuclear do país dos últimos 11 anos, ocorrido em 3 de setembro, que marca mais um capítulo na escalada de tensão na região. Segundo o governo da Coreia do Norte, o teste com uma bomba de hidrogênio, que pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental, foi 'bem-sucedido'.

 

 

G1

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