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O projeto recebeu inicialmente o apoio do Lemonade, um programa de pré-aceleração de startups. Atualmente, o Malalai conta com o suporte do Labora, um laboratório de inovação criado pelo instituto Oi Futuro e que incentiva projetos que tragam soluções para o desenvolvimento das cidades.
Questionário
No processo de criação da ferramenta, foi aplicado um questionário em mais de 2 mil mulheres, com o intuito de identificar costumes comuns entre elas ao efetuar deslocamentos. A pesquisa evidenciou o hábito de avisar conhecidos sobre o destino e a preferência por escolher caminhos com ruas mais movimentadas.
Um segundo levantamento, com 300 mulheres, buscou identificar quais dados seriam relevantes para a escolha do trajeto.
O Malalai busca reunir informações de forma colaborativa. As usuárias podem consultar o mapa e adicionar dados. Um ícone, por exemplo, é usado para destacar as ruas com pouca iluminação. Outros mostram onde há lojas, porteiro, segurança ou policiamento. Clicando nos ícones, é possível obter mais informações, como os horários em que há presença policial ou funcionamento do comércio.
O nome do aplicativo é uma homenagem à paquistanesa Malala, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2014. Ela é conhecida por sua luta em defesa do acesso das mulheres à educação na região de sua terra natal, no nordeste do Paquistão, controlada por talibãs que impedem meninas de frequentar escolas. Quando tinha 11 anos, Malala começou a escrever para veículos ingleses sobre seu cotidiano. Com o aumento de sua popularidade, ela foi alvo de uma tentativa de homicídio, mas sobreviveu. Hoje, aos 20 anos e jurada de morte em seu país, a paquistanesa mora na Inglaterra, onde lidera um movimento internacional pelo direito à educação. Com informações da Agência Brasil.
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