 |
|
|
Destaque da ONG Instituto Boa Vista, que trouxe uma representação de coreográfos das bandas e fanfarras de Pernambuco
|
Os dez trios elétricos que fazem parte da 16ª Parada da Diversidade de Pernambuco já estão desfilando na Avenida Boa Viagem e, de acordo com a organização, puxam mais de 400 mil pessoas presentes no evento. As maiores atrações da tarde, Valesca Popuzuda e Karol Konka se apresentaram por volta das 16h subir no trio do aplicativo Uber.. A festa, que começou às 9h e terminou depois das 18h, com dispersão no 1º Jardim. Também se apresentaram na festa Romero Ferro e Lorena Simpson.
 |
|
|
A Drag Bárbara Evelyn também está presente e se destacou com uma fantasia feita com material reciclável
|
Um dos grupos que chamou a atenção na parada é o Mães da Diversidade, que reúne mães de filhos LGBT de Pernambuco. A coordenadora Gi Carvalho participou pela segunda vez da parada e trouxe mais 28 mães para integrar o apoio. A Drag Bárbara Evelyn se destacou com uma fantasia feita com material reciclável. Sem estar montada, ele é Flávio Lopes, professor de português e morador do bairro do Jordão. Outro grupo de destaque foi o da ONG Instituto Boa Vista, que trouxe uma representação de coreográfos das bandas e fanfarras de Pernambuco que fez evolução em frente ao trio da boate Metropole, um dos mais esperados da parada. Eles seguiram com bandeiras de arco-íres ao som de uma banda marcial de 30 músicos. A coreografia é de Givaldo Francisco.
 |
|
|
Mães da Diversidade também está na festa e reúne 28 mães de filhos LGBT de Pernambuco
|
Com o tema "Por cidades diversas, nenhum direito a menos!", numa alusão à busca por espaços públicos mais inclusivos e sem homofobia, o evento fez uma a homenagem à artista performática pernambucana Sharlene Esse. O evento faz parte da programação do Setembro da Diversidade, que envolve debates com participação do Ministério Público, Centro de Combate à homofobia, a parada LGBT de Nova Descoberta e, no dia 24 de setembro, a 9ª edição da Parada LGBT do Recife, com dois trios e a Frevioca. Este ano, o mês dedicado às causas LGBT traz o lema "Respeito Começa em Casa". De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), entre 2014 e 2016 houve 635 casos de violência domiciliar contra a população LGBT. Os casos estão relacionados à ameaça por violência doméstica/familiar; dano por violência doméstica/familiar; difamação por violência doméstica/familiar; injúria por violência doméstica/familiar; lesão corporal por violência doméstica/familiar; perturbação do sossego por violência doméstica/familiar; vias de fato por violência doméstica/familiar; constrangimento ilegal por violência doméstica/familiar. Segundo as estatísticas, 6% das vítimas de estupro que procuram o Disque 100 do Governo Federal são mulheres homossexuais vítimas de violência, em sua maioria de fundo sexual. Chamada de "estupro corretivo", a violência sexual contra mulheres lésbicas tem requintes de crueldade e é motivada por ódio e preconceito.
 |
|
| De acordo com a organização, puxam mais de 400 mil pessoas presentes no evento |
Diario de Pernambuco