
(Imagem cedida por uma das vítimas/ Portal Nova Mais)
As constantes tentativas de assaltos na BR-101, entre Palmares e Recife, têm virado uma triste rotina na vida de motoristas que precisam trafegar diariamente na rodovia federal. Ao menos três famílias passaram por momentos de sufoco no trecho entre Ribeirão e Joaquim Nabuco, onde elementos perigosos jogam pedras nos veículos para roubar as vítimas quase que diariamente.
Em um dos casos, um microempresário palmarense vinha de Recife com sua esposa quando, nas proximidades do Engenho Serra, o carro em que viajavam foi acertado por uma grande pedra no para-brisas. Em entrevista ao Portal Nova Mais, sem querer se identificar, ele relatou que a pedrada atravessou o vidro e acertou a mulher, sentada no banco do carona, deixando-a com ferimentos no pescoço:
- “Graças a Deus os danos foram apenas materiais e não fomos assaltados. Eu vinha de Recife com minha esposa quando fomos atingidos por uma pedra gigante, que a acertou no peito e no pescoço. Assustado, eu acelerei o carro e conseguimos fugir. O que eu espero é que as autoridades responsáveis tomem as devidas providências, para que outras pessoas também não passem a ser vítimas também”, disse.
Na mesma noite, outra moradora de Palmares também teve o veículo atingido por uma pedra. Ela conta, contudo, que acelerou ainda mais o carro justamente para evitar um assalto iminente, pois já tinha conhecimento das constantes investidas criminosas naquele trecho:
- "Ao retornar de Recife, por volta das 19h15, próximo a Joaquim Nabuco, numa curva onde tem uns pés de bambu, senti um forte impacto do meu lado (eu estava do lado do passageiro). Como já sabíamos que ali é uma área de risco, continuei. A pedra foi grande, tanto que machucou a parte baixa da coluna da porta do carro. Graças a Deus não pegou no vidro, se tivesse pego teria machucado meu rosto.”, explicou.
As autoridades policiais têm ciência das constantes tentativas de assalto e já chegaram a prender suspeitos do crime. Em audiência de custódia, contudo, eles foram liberados pela Justiça. Os bandidos costumam agir durante a noite, mas há relatos de pessoas sendo abordadas à luz do dia na rodovia.