Publicada em 28/09/2017 às 06h44.
Empresário foragido de operação contra crimes tributários é preso na Zona da Mata
De acordo com a corporação, o homem foi encontrado na zona rural de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Polícia Civil deflagrou Operação 'Destinos Cruzados' no dia 19 de setembro e havia prendido sete pessoas

(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (27), o único foragido da "Operação Destinos Cruzados", deflagrada no dia 19 de setembro para desarticular uma quadrilha envolvida em crimes de ordem tributária. De acordo com a corporação, o homem foi encontrado na zona rural de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.


De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Germano Cunha, o homem preso é dono de duas transportadoras e atuava como um dos líderes da associação criminosa. Junto com o irmão, ele confeccionava notas fiscais falsas para direcionar a "empresas laranjas”. Em seguida, as cargas eram desviadas para outras empresas.


O empresário, cuja idade não foi informada pela Polícia Civil, foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.


 

Entenda a operação

 

A "Operação Destinos Cruzados” cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva em seis cidades de Pernambuco: em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife; em Vitória de Santo Antão e em Pombos, na Zona da Mata; Bom Conselho, no Agreste; e Arcoverde e Salgueiro, no Sertão. Antes da prisão desta quarta (27), sete pessoas haviam sido presas.


Entre os crimes tributários atribuídos ao grupo, estão ocultação de notas fiscais, emissão de notas fiscais em desacordo com a realidade, ocultação de mercadorias transportadas, desvio de destino de produtos comercializados, além de embaraço à fiscalização tributária. Segundo a polícia, o grupo abria e fechava empresas e tinha participação em corrupção.


De acordo com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco, as "empresas laranjas” envolvidas no esquema movimentaram mais de R$ 340 milhões nos últimos cinco anos.

 

 

 

G1

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