
Inter derrotou Náutico com um gol de cabeça
Foto: Léo Lemos/Náutico
Bola no alto, tensão no ar. Nas últimas quatro derrotas do Náutico na Série B, o sistema defensivo mostrou enorme fragilidade nos cruzamentos na área. Foram quatro gols sofridos desta forma, que culminaram nos tropeços diante de Ceará, Oeste, Internacional e Paraná. Lances que precisam ser corrigidos antes que mais adversários se beneficiem.
A dificuldade não é de um grupo específico de atletas. O setor passou por diversas alterações, mas os gols pelo alto continuaram saindo. Contra o Ceará, Breno e Feliphe Gabriel formaram a zaga, com Joazi e Henrique Ávila. No lance que garantiu a vitória do Vozão, Jefferson cortou mal o cruzamento, Ávila vacilou na marcação e Lima completou para as redes.
Diante do Oeste, Aislan estava na vaga de Breno, mas o problema permaneceu. Um cruzamento da ponta direita encobriu o defensor. Joazi estava marcando Robert, mas o atacante levou a melhor e desviou para o gol. Na partida perante o Internacional, jogada parecida. A diferença é que no lugar de Aislan estava Breno. Na vaga de Joazi, quem atuou foi Sueliton. No mais, tudo igual. Bola que passa do defensor e lateral que não consegue se antecipar: receita para a pane aérea.
Na derrota por 3x0 para o Paraná, no jogo anterior, o segundo gol da partida veio em um escanteio pela direita. Rafael Ribeiro, que formou zaga com Feliphe Gabriel, viu Maidana tomar sua frente para balançar as redes. Mudaram os nomes, mas a dor de cabeça, rodada após rodada, permaneceu.
Folha PE