Publicada em 29/09/2017 às 06h31.
Após 1 semana, Forças Armadas irão desfazer cerco à Rocinha nesta sexta
Cerca de mil militares foram enviados no último dia 22 à comunidade para fazer um cerco enquanto policiais tentavam capturar criminosos.

Cerca de mil militares foram enviado no último dia 22

Cerca de mil militares foram enviado no último dia 22

Foto: Mauro Pimentel / AFP

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira (28) que as Forças Armadas vão começar a deixar a Rocinha a partir de sexta-feira (29).

A informação, dada em entrevista ao "RJTV", da Globo, foi confirmada pelo ministro à reportagem.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que um crime levou pânico a moradores da favela e que mostrou que a despeito da forte presença policial e de militares os traficantes continuam na favela. No meio da tarde, dois menores de idade foram sequestrados e torturados por traficantes na parta alta da favela.

Pelo relato de pessoas próximas às vítimas, que pediram anonimato, os traficantes pareciam ser do grupo de Antônio Bonfim Lopes, o Nem. Um dos meninos caminhava com um boné com a inscrição "Jesus é o dono do lugar". A inscrição, segundo polícias civis, é a mesma usada por Rogério Avelino, o Rogério 157, em medalha de um cordão.

Os jovens teriam sido torturados por uma hora porque foram confundidos com homens do bando de 157. Eles estavam cobertos de gasolina e com fitas adesivas presas no rosto quando foram resgatados por fuzileiros navais, após moradores denunciarem o crime aos militares.

O conflito na Rocinha teve início no último dia 17, depois que traficantes a mando de Nem tentaram retomar o comando da favela das mãos de Rogério 157. Os dois faziam parte da facção ADA (Amigos dos Amigos). Cerca de mil militares foram enviados no último dia 22 à favela para fazer um cerco enquanto policiais tentavam capturar criminosos que entraram em guerra.

Durante a semana, as autoridades divulgaram a informação de que bandidos do bando de Nem teriam fugido enquanto o grupo de Rogério 157 estava refugiado na mata ou teriam buscado abrigo em favelas do rival Comando Vermelho. Moradores relataram a Folha, porém, que durante a noite, traficantes retomam seus pontos de drogas.

A tortura mostra, portanto, que bandidos das duas facções ainda ocupam o morro a depeito da presença policial constante na favela. Apesar do crime, a rotina na favela começa a voltar ao normal.

 

 

Folha PE

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