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Sonho de muitos homens, viver na mansão Playboy, do criador da revista homônima Hugh Hefner, tinha lá seus ares de pesadelo.
Hefner, conhecido por sua paixão pelas noitadas, lindas mulheres e orgias no casarão em Los Angeles - avaliado em US$ 200 milhões (Mais de R$ 600 milhões)- transformou o local em cenário de um reality show de sucesso. Falo do "Girls Next Door", ou "Girls Of The Playboy Mansion", que mostrava a vida nababesca do milionário ao lado de suas coelhinhas.
Mas, como todo em todo reality, nem toda a sujeira pode ser varrida para debaixo do tapete na ilha edição. E bota sujeira nisso. Era nítido. A 'Mansão da Playboy", como era conhecida, era na verdade imunda, bagunçada e fedia. Isso sem contar a decoração kitsch, over, e os detalhes do gosto totalmente sem noção de Hefner.
Em alguns momentos ele parecia um acumulador rico.
Lençóis e cortinas vermelhas, mármore, madeira, candelabros gigantes, lustres com velas, quartos totalmente cor-de-rosa se misturavam com obras de arte caríssimas, tapetes persas antiquíssimos, sofás de onça, escadas de veludo verde, piscinas com cascatas e cavernas, jardins imensos, grutas, sala de cinema, e muitas, muitas fotos de mulheres nuas. A academia era recheada de peladonas nas paredes.
A 'borracharia de luxo' do criador da revista masculina mais famosa do mundo era lotada de animais. Aves exóticas, como pavões, cacatuas, araras brancas, flamingos, se misturavam a outros animais como macacos e cães. Muitos cães.
Muitos deles viviam dentro da mansão, circulavam pelos quatros e defecavam pelas camas, dormiam com as 'coelhinhas' que lá moravam. Ah, as três inquilinas iniciais da mansão no reality eram: Holly, Kendra, Bridget. Formavam o primeiro trio namoradas oficiais de Hugh Lefner, que estrearam o reality com ele.
A série se concentrava na vida dessas loiras assim também como eventos recheados de celebridades e modelos na Playboy Mansion, além de testes para escolha de novas capas da revista e outras esquisitices que rolavam por lá.
Entre um evento e outro, Hefner dava joias e carrões (falo de Ferraris e Porsches) para as jovens. Em contrapartida, elas tinham de manter sempre os cabelos platinados e muito compridos, além de cuidarem da boa forma. Eram exigências do namorado polígamo.
O mais estranho era ver os pais dessas garotas visitando a mansão e achando aquilo tudo normal. Não menos esquisito era a ex-mulher de Hefner, que visitava a casa de vez em quando, convivendo com as 'novinhas' numa boa, dando até conselhos para melhorar a relação com o velhinho.
Cada uma das namoradas tinha um quarto. Mas todos viviam muito, muito bagunçados. Elas eram proibidas de fazer qualquer alteração na decoração horrorosa da casa.
O reality estreou em 2005 no canal E! e foi um sucesso estrondoso. Ficou no ar até 2010.
As três namoradas acabaram deixando o milionário (e ele arrumou outras, é claro). Mas elas ganharam seus próprios reality shows, mostrando suas vidas após deixarem a tal mansão. E sempre que podiam falavam dos luxos e da sujeira do antigo palácio onde moraram.
Em meados de 2016, a Mansão Playboy, cenários das festas organizadas por Hefner, foi vendida a um empresário americano, filho de um bilionário que comprou a marca de muffins Twinkie.
Construída em 1927 e comprada por Hefner por US$ 1 milhão em 1971, a propriedade era o símbolo do excessos de Hollywood.
Segundo os termos do acordo, Hefner poderia continuar morando até sua morte na famosa casa de estilo gótico. E assim foi.
Veja algumas imagens da mansão:







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