
(Imagem: Márcio Roger/ Portal Nova Mais)
O pai da criança, cujo corpo foi encontrado em um aterro sanitário no município de Palmares, na Mata Sul do estado, foi localizado, na manhã deste sábado (30/09). Ele mora no engenho Capricho e disse que não tinha sequer conhecimento da gravidez da mulher.
Em conversa com o delegado, o homem, que não terá a identidade revelada, afirmou que só tomou conhecimento dos fatos agora e que não tem qualquer relação direta com o caso. Ele afirmou também que não via a ex-companheira, Claudineide Ferreira, 34, há sete meses e que não foi informado de sua gravidez.
Na última sexta-feira, após ser localizada e presa, a dona de casa afirmou que realizou o aborto da criança por desentendimentos com o pai, que não teria interesse em assumir o filho. Ainda em depoimento à polícia, o homem disse que a ex-mulher foi responsável por provocar um incêndio na casa.
ENTENDA O CASO
A Polícia civil de Palmares, na Mata Sul do estado, localizou e deteve, na manhã de sexta-feira (29/09), a mulher acusada de abandonar o corpo de um bebê recém-nascido em um aterro sanitário na semana passada. Ela estava escondida no engenho Piranji, na zona rural do município, e afirmou que a criança já nasceu sem vida.
Depois de uma série de investigações e de informações de moradores via Whatspp, agentes da Polícia civil, sob o comando do delegado Marcelo Queiroz, com o apoio do efetivo do 10º BPM, conseguiram localizar a dona de casa Claudineide Ferreira, 34. Ela chegou à delegacia pela manhã, acompanhada dos policiais e de uma criança de colo.
Em entrevista ao Portal Nova Mais, a mulher confirmou que entregou o corpo da criança ao caminhão do lixo, mas disse que o bebê já nasceu sem vida. Ela alegou que fez um aborto ao ingerir um chá de ervas do mato, por causa de um desentendimento com o companheiro, que alegava não ser o pai da criança e que teria ateado fogo em sua residência.
- “O pai da criança dizia que não era o pai e que não ia me ajudar e tocou fogo na minha casa. Então eu tomei chá de erva do mato e, quando o bebê nasceu, já estava sem vida.”, explicou.
Ainda durante a entrevista, ela disse que estava arrependida de provocar o aborto, que conseguiu esconder de todos que estava grávida e que realizou o parto sem auxílio de ninguém. De acordo com o Cabo Jailson, da Polícia Militar do 10º BPM, a informação pelas redes sociais foi essencial para a captura da acusada:
- “Depois que a gente recebeu a denúncia pelo Whatsapp, foi até a delegacia e montou um esquema para chegar até a ‘Claudinha’. Ela não ofereceu resistência, mas negou o crime no começo. Ela só confessou no caminho da delegacia”, disse.
No dia 23 de setembro, trabalhadores da limpeza urbana encontraram, no lixão do bairro Quilombo I, o corpo de um recém-nascido, do sexo masculino, enrolado em um lençol dentro de uma sacola plástica. Com a prisão, a mulher foi ouvida pelo delegado para a abertura de inquérito e ficará aos cuidados da Justiça.