Publicada em 30/09/2017 às 12h15.
Pai de criança achada morta em lixão diz que nem sabia da gravidez: “Não a via há sete meses”
Em conversa com a polícia, ele alegou não ter relação com o caso e que sua ex-companheira ateou fogo na casa.

 

(Imagem: Márcio Roger/ Portal Nova Mais)


 

O pai da criança, cujo corpo foi encontrado em um aterro sanitário no município de Palmares, na Mata Sul do estado, foi localizado, na manhã deste sábado (30/09). Ele mora no engenho Capricho e disse que não tinha sequer conhecimento da gravidez da mulher.

 

Em conversa com o delegado, o homem, que não terá a identidade revelada, afirmou que só tomou conhecimento dos fatos agora e que não tem qualquer relação direta com o caso. Ele afirmou também que não via a ex-companheira, Claudineide Ferreira, 34, há sete meses e que não foi informado de sua gravidez.

 

Na última sexta-feira, após ser localizada e presa, a dona de casa afirmou que realizou o aborto da criança por desentendimentos com o pai, que não teria interesse em assumir o filho. Ainda em depoimento à polícia, o homem disse que a ex-mulher foi responsável por provocar um incêndio na casa.

 

ENTENDA O CASO

 

A Polícia civil de Palmares, na Mata Sul do estado, localizou e deteve, na manhã de sexta-feira (29/09), a mulher acusada de abandonar o corpo de um bebê recém-nascido em um aterro sanitário na semana passada. Ela estava escondida no engenho Piranji, na zona rural do município, e afirmou que a criança já nasceu sem vida.


Depois de uma série de investigações e de informações de moradores via Whatspp, agentes da Polícia civil, sob o comando do delegado Marcelo Queiroz, com o apoio do efetivo do 10º BPM, conseguiram localizar a dona de casa Claudineide Ferreira, 34. Ela chegou à delegacia pela manhã, acompanhada dos policiais e de uma criança de colo.


Em entrevista ao Portal Nova Mais, a mulher confirmou que entregou o corpo da criança ao caminhão do lixo, mas disse que o bebê já nasceu sem vida. Ela alegou que fez um aborto ao ingerir um chá de ervas do mato, por causa de um desentendimento com o companheiro, que alegava não ser o pai da criança e que teria ateado fogo em sua residência.


- “O pai da criança dizia que não era o pai e que não ia me ajudar e tocou fogo na minha casa. Então eu tomei chá de erva do mato e, quando o bebê nasceu, já estava sem vida.”, explicou.


Ainda durante a entrevista, ela disse que estava arrependida de provocar o aborto, que conseguiu esconder de todos que estava grávida e que realizou o parto sem auxílio de ninguém. De acordo com o Cabo Jailson, da Polícia Militar do 10º BPM, a informação pelas redes sociais foi essencial para a captura da acusada:


- “Depois que a gente recebeu a denúncia pelo Whatsapp, foi até a delegacia e montou um esquema para chegar até a ‘Claudinha’. Ela não ofereceu resistência, mas negou o crime no começo. Ela só confessou no caminho da delegacia”, disse.


No dia 23 de setembro, trabalhadores da limpeza urbana encontraram, no lixão do bairro Quilombo I, o corpo de um recém-nascido, do sexo masculino, enrolado em um lençol dentro de uma sacola plástica. Com a prisão, a mulher foi ouvida pelo delegado para a abertura de inquérito e ficará aos cuidados da Justiça.

 

 

 

 

 

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TODOS OS COMENTÁRIOS (2)



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  • ROBEVANIA DE ANDRADEOut 2017
    Independente ou não se o pai da criança não queria sumir ela não teria direito nenhum de tirar a vida da criança eu acho assim que e se ela não queria criar porque ela não colocou para doação
  • LeidianeOut 2017
    O que ela fez não se justifica,ela tem que ser punida
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