Publicada em 22/10/2017 às 13h25.
Nordeste não registra casos de maré vermelha
Segundo especialista, litoral nordestino não oferece recursos necessários para a proliferação desse incidente.

 

Um fenômeno ocorrido recentemente no litoral de Florianópolis, em Santa Catarina, tem preocupado o Brasil todo. Isso porque os habitantes locais constaram que a água do mar estava diferente, com uma coloração mais avermelhada. Esse acontecimento é conhecido como “Maré Vermelha”, que acontece quando as algas se alastram pelo mar e os filtradores naturais do oceano, como ostras, mexilhões e vieiras, acabam absorvendo as toxinas liberadas por essas plantas.
 
A ingestão dessas substâncias, através de moluscos, pode ocasionar diversas reações no ser humano, como vômito, náuseas, diarréia ou até mesmo intoxicação. A notícia desse ocorrido logo se espalhou, deixando vários consumidores e empresários da área alimentícia preocupados com o comércio de pescados principalmente na região Nordeste.
 
De acordo com o professor do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Haig They Ng, a possibilidade disso acontecer no Nordeste brasileiro é bem remota. “As águas costeiras, apesar de quentes, não são ricas em nutrientes. Ou seja, não contribuem para tal”, relata.
 
As ostras características do litoral nordestino são da espécie C. Elas são diferentes das encontradas no litoral de Santa Catarina. Haig They ainda ressalta que não há como identificar, a olho nu, se o molusco está ou não contamidado. Somente após uma análise química e testes toxicológicos é que podem dizer algo.
DP
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