Publicada em 23/10/2017 às 16h51.
Criança é encontrada com larvas de mosca na cabeça em Olinda
Médico diz que quadro é típico da falta de higiene.

Menina com larvas de mosca na cabeça

Menina com larvas de mosca na cabeça

Foto: Arthur Motta/Folha de Pernambuco

 

Uma menina de 2 anos foi atendida no Hospital Tricentenário de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, para retirar larvas de mosca na cabeça. O atendimento médico ocorreu no domingo (22), mas foi divulgado nesta segunda-feira (23). A menina está sendo acompanhada pelo pai e deve ser liberada na próxima sexta (27). 


De acordo com Eurico Guedes, conselheiro tutelar de Olinda, houve negligência da mãe da criança. “Ela justifica dizendo que estava tendo os devidos cuidados, mas a situação da criança comprova que não. Se estivesse, ela não chegaria a esse estado. Temos que afastar ela [do local] porque senão pode acontecer novamente”, ponderou. 

“Essas lesões que ela tem na cabeça são normais em quem recebe maus tratos. Isso é falta de higiene, basicamente a falta de banho mesmo. Ela deve ter tido algumas feridas no couro cabeludo, provavelmente por conta de piolho, e isso não foi tratado devidamente”, contou o médico Carlos Maurício Alves, que está cuidando da criança.


De acordo com o Conselho Tutelar, a casa onde viviam mãe e filha era aparentemente normal, com total condição de se dar uma vida digna à criança. "Não tem nada que justifique ter acontecido isso, a não ser a negligência”, contou o conselheiro. Eurico explicou que a justificativa da mãe não condiz com a forma que a criança foi encontrada. 

“Ela disse que a filha estava com piolho, e por conta disso levou a menina para o hospital e realizou o tratamento correto, mas não sabe explicar porque chegou nesse estágio”, contou Eurico. “Iremos levar o caso para a autoridade policial para que ela responda por seus atos”. Agora, a criança ficará sob os cuidados do pai e na companhia de sua outra irmã, que já mora com o genitor. 


O Hospital Tricentenário informou que a criança permanecerá na unidade para dar continuidade ao tratamento de desinfecção das feridas, através de limpeza e higienização. Mas que seu estado não é grave, e não será preciso passar por qualquer procedimento cirúrgico. 
Folha PE
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