Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Quase cinco mil candidatos que fizeram o Enem no ano passado tiraram zero na redação porque feriram os direitos humanos, um dos critérios para atribuição desta nota, conforme o edital do exame. Foram exatos 4.798 estudantes, aponta um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último mês de janeiro, quando houve a apresentação dos números gerais da avaliação de 2016.
No total, 291.806 participantes tiveram as redações anuladas ou com nota zero. Desses, 206.127 porque não compareceram ao segundo dia do Enem, justamente quando a redação foi aplicada, ou porque entregaram o teste em branco. Depois desse motivo, o critério que mais anulou essa prova em 2016 foi a fuga ao tema – quando o vestibulando escreveu um texto em que nem o assunto mais amplo nem o tema proposto foram desenvolvidos: 46.874 jovens.
A redação do Enem deve ter no mínimo oito linhas e no máximo 30. Quem escreveu até sete linhas, independentemente do conteúdo, foi classificado como “texto insuficiente” e, por isso, também levou zero. Houve 7.348 alunos nessa situação.
O tema da redação em 2016, na primeira aplicação do Enem (ocorreram duas edições) foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Na última quarta-feira, a Justiça federal determinou que no próximo Enem o estudante que ferir os direitos humanos não levará zero na redação, contrariando um dos itens do edital da avaliação.
Candidatos do Enem 2016 com redações anuladas e os motivos, segundo o Inep:
Fuga ao tema – 46.874
Parte desconectada – 13.276
Cópia do texto motivador – 8.325
Texto insuficiente – 7.348
Fere direitos humanos – 4.798
Não atendimento ao tipo textual – 3.615
Redações com nota zero
Não comparecimento ao segundo dia ou redação em branco – 206.127
Outros motivos – 1.443
JC Online