
Há exatamente uma semana, um adolescente de 14 anos matou a tiros dois colegas em um colégio em Goiânia. O crime chocou o país e reacendeu o debate sobre algo ainda muito presente nas escolas de todo o mundo: o bullying. A prática, infelizmente, é mais comum do que se imagina. A equipe de reportagem foi até um colégio particular do Recife conversar com os alunos. Veja o vídeo.
Entre as crianças ouvidas, Maria Júlia Martines, de 11 anos, aluna do 5º ano do ensino fundamental, admitiu já ter sido vítima de bullying. “Eu já mudei de três escolas por conta disso. Eu fiquei doente, não comia, nem dormia direito. Eu me sentia muito triste e solitária porque no parque as outras crianças não queriam ficar comigo. Hoje eu me sinto melhor e graças a Deus nunca mais sofri com isso”, afirmou a aluna.
A psicóloga da escola Mariana Malheiros explicou como procura despertar os jovens para o combate a esta prática. “Primeiro as crianças tem que entender que bullying é um ato intencional e persistente de atitudes agressivas, verbais e físicas que causam prejuízos emocionais, sociais e fisiológicos. Depois é estimulá-la a ser proativa, ou seja que ela fale o que está acontecendo”, contou.
A reportagem conversou também com a psiquiatra Marta Victor que atua há 12 anos com crianças e adolescentes. Ela explicou que os pais precisam ficar mais próximos dos filhos e estar atentos aos sinais que eles dão. “Prestar atenção se está acontecendo um isolamento social, mudanças de comportamento súbita e baixa de rendimento escolar. Confira a entrevista completa da psiquiatra e da psicóloga no vídeo.
Jc Online