Publicada em 28/10/2017 às 16h24.
Explosão de carro-bomba deixa mortos e feridos na Somália
Carro-bomba suicida explodiu na capital da Somália em hotel popular na região. Um tiroteio acontecia dentro do hotel, diz a polícia.

Homens carregam ferido em explosão em Mogadíscio (Foto: AP Photo/Farah Abdi Warsameh)

 

Um carro-bomba explodiu próximo a um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, neste sábado (28), matando pelo menos 18 pessoas e ferindo mais de 30, disse a polícia à agência Associated Press. Um tiroteio entre forças de segurança e membros de uma milícia terrorista começou pouco depois no mesmo local.


Segundo o capitão Mohamed Hussein, diz a AP, o tiroteio foi ouvido dentro do hotel Nasa-Hablod, que está a cerca de 600 metros de distânica do palácio presidencial e é frequentado por políticos e outros membros da elite de Mogadíscio.


Hussein informou ainda que um policial e um deputado estão entre os mortos. Ali Nur, um agente ouvido pela Reuters, afirma que a maior parte das vítimas são policiais.


Uma segunda explosão foi ouvida na área minutos mais tarde. Não há informações sobre se esta também deixou mortos e feridos.


O grupo Al-Shabab, organização extremista ligada à Al-Qaeda, reivindicou a autoria da explosão, informa a AP. O grupo também age com dentro do hotel, de onde um tiroteio foi deflagrado e, segundo, agências de notícias, ainda está em curso. De acordo com a polícia somali, cerca de 20 civis ainda se encontram no local.


Combatentes do Al Shabab controlam amplas zonas do sul e do centro do país e tentam derrubar o governo central apoiado pela ONU e pela União Africana, atacando constantemente bases militares e alvos civis.

 

Há duas semanas, mais de 350 pessoas foram mortas no pior ataque do país (Foto: Associated Press/AP)

 

Guerras constantes

 

A Somália é um dos países que mais registram ataques terroristas no mundo.


O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado. Isso deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.


A última eleição realmente democrática na Somália aconteceu em 1969.


Além dos ataques terroristas, os jihadistas também impedem o acesso de grupos humanitários, o que agrava a fome no país, atingido ainda por uma forte seca.

 

 

 

G1

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