
Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco
Foi justamente diante do Paraná Clube, na já longínqua terceira rodada, que o Sport deu início ao seu melhor momento nesta Série A do Campeonato Brasileiro. Na oportunidade, o Leão conseguiu uma suada vitória por 2x1, em Curitiba. Ao todo, mais sete confrontos foram posteriormente disputados no período, com mais quatro vitórias, dois empates e uma derrota. Tudo mudou, no entanto, após a derrota por 3x2, para o Vasco, em São Januário, pela 11ª rodada. Foi deste momento em diante que a atual série de 11 partidas sem vitórias foi iniciada. Ao comparar esses dois períodos vividos pelo rubro-negro, é possível encontrar respostas para a atual crise técnica da equipe. Principalmente por um ponto: o Sport não sabe jogar com a bola.
Da primeira partida contra o Paraná Clube até a última vitória, diante do Atlético/PR, o Sport fez oito jogos. Em apenas uma oportunidade, o Leão terminou um jogo com a posse de bola maior que a do seu adversário. Foi diante do Bahia, pela quarta rodada, na vitória por 2x0. Detalhe: no duelo, os rubro-negros passaram praticamente 20 minutos com um homem a mais em campo, após a expulsão de Ítalo. Apesar disso, a equipe terminou com 53% de posse. Para se ter uma ideia, o próprio tricolor trocou mais passes que o Leão no jogo, com 393 contra 343. Nos demais confrontos, a bola sempre foi do adversário.
Jogar no Recife, ou fora de casa, não fazia diferença para àquela equipe comandada por Claudinei Oliveira. Nas vitórias contra Atlético/MG (3x2) e Atlético/PR (1x0), ambas na Ilha do Retiro, a posse de bola adversária foi de 60% e 67%, respectivamente, dos adversários. Outro fator fundamental durante este período foi a presença do volante Anselmo. O jogador, que teve de sair no meio da temporada, após uma proposta internacional, foi titular em seis desses oito confrontos. Ele foi o responsável por dois gols e uma assistência, dos 12 tentos anotados pelo Leão, no período. Além disso, a composição do meio de campo também era diferente, com o próprio cabeça-de-área responsável pela saída de bola e marcação. O setor era composto por três volantes (com Fellipe Bastos e Neto Moura). Hoje não há atleta no elenco com tamanha facilidade.
Desde a saída de Anselmo, o primeiro jogador a ganhar oportunidades foi o volante Deivid. O desempenho, no entanto, ficou abaixo. Nos últimos jogos, já com o Sport sob o comando de Eduardo Baptista, Ferreira também foi testado, mas repetiu o mau aproveitamento. Além disso, da partida contra o Vasco até o último confronto, contra o Botafogo, o Leão só não esteve com superioridade no quesito posse de bola duas vezes: confrontos contra o Flamengo (4x1) e São Paulo (3x1) - duas equipes que lutavam pela liderança, nas respectivas rodadas. Em todos os outros jogos, a posse foi leonina.
Folha PE