
Bobby Fabisak/JC Imagem
A família de Lucas Lyra está dividida em dois sentimentos: alegria e indignação. A irmã Mirela revelou que está tranquila e feliz porque finalmente a “justiça foi feita”, após cinco anos e seis meses. Em contrapartida, ela não aprovou a pena de apenas oito anos ao réu José Carlos Feitosa, que foi condenado por tentativa de homicídio qualificado, nesta segunda-feira, em júri popular realizado no Fórum Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra.
MUITOS SENTIMENTOS
“É uma divisão de sentimentos. Existem alegria e tranquilidade por observar que a justiça aconteceu. Mas ao mesmo tempo existe o sentimento de indignação pelo tempo. Oito anos é uma pena insuficiente para ele (José Carlos) pagar todos os danos que cometeu”, comentou a Mirela, que completou sobre o irmão. “Lucas está há quase seis anos acamado e o réu ficará em reclusão durante oito anos. Depois disso ele volta a ficar em liberdade com a família dele. Isso foi tirado de Lucas”, argumentou.
O júri popular começou às 9h da manhã desta segunda-feira e se estendeu até o final do dia. A comoção da família tomou conta do auditório onde o júri foi realizado. A irmã Mirela esteve sentada todo o tempo ao lado da mãe, Cristina, que se recusou a escutar os argumentos do advogado de defesa, João Vieira Neto. “Não dá para ficar aqui e escutar essas mentiras”, comentou a matriarca, em um dos poucos momentos em que não acompanhou o júri.
Outro momento marcante aconteceu quando a sentença foi lida pelo juiz Ernesto Bezerra. Na ocasião, membros da família e amigos e as pessoas que acompanharam toda a história de Lucas se dividiram entre lágrimas e aplausos.
JC