Publicada em 26/02/2019 às 09h38.
Presidente de empresa de urbanização de Igarassu é preso por contratar funcionários fantasmas
Presidente e vice, segundo o delegado, negam ter cometido irregularidades.

Foto: Edésio Lemos/PCPE


O diretor Integrado Metropolitano, delegado Ivaldo Pereira, explica que o esquema utilizava dados de pessoas que se quer sabiam para fazer falsos contrato de prestação de serviço. Os dois, segundo o delegado, negam ter cometido irregularidades.


"Eles pegavam os dados dessas pessoas, que não têm ideia de que trabalhavam para a empresa. Esse cadastro era utilizado para simular um contrato de prestação de serviço e para repassar o valor de R$ 2 mil [por funcionário]. Essa verba, na verdade, nunca chegava a essas pessoas. Era desviada pelo presidente e vice-presidente para proveito próprio, utilizando-se da confiança que é depositada devido ao cargo", explica o delegado.


Ivaldo Pereira aponta que, durante as investigações, iniciadas em outubro de 2018, 30 supostos funcionários foram interrogados e todos negaram qualquer vínculo empregatício com a prefeitura. O presidente, a vice-presidente e a funcionária da Urbi, no entanto, teriam tentado atrapalhar as investigações, coagindo essas pessoas para que mudassem seus depoimentos.


"Essas pessoas eram interpeladas por eles, que as coagiam a mudar o depoimento, comparecer a delegacia novamente na tentativa de inocentá-los. Eles prometiam, inclusive, emprego a essas pessoas. Esse prejuízo foi o fator da decretação da prisão preventiva", diz o delegado.


Segundo Ivaldo Pereira, esses falsos contratados são pessoas simples e humildes, que não tinham nenhum conhecimento sobre os contratos. Até o momento, com os 30 contratos falsos já identificados, estipula-se um desvio de R$ 60 mil mensais.


Eles são investigados pelos crimes de peculato, que caracteriza subtração ou desvio de verba pública com abuso de confiança e tem pena de dois a 12 anos de reclusão e multa, além de associação criminosa, com pena de um a três anos de reclusão.


 

Arraial


 

Uma investigação sobre tráfico de drogas e homicídios resultou, também nesta terça-feira (26), na operação Arraial, no Recife. Durante a ação, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, emitidos pela Vara Criminal da capital.


Foram escalados 60 policiais, que ficam sob o comando da delegada Lídia Barci, responsável pelas investigações. Os detalhes devem ser divulgados durante a manhã, na Delegacia de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife.


G1

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