Publicada em 06/03/2019 às 09h49.
Presidente posta vídeo obsceno e internautas o acusam de cometer crime
Presidente foi bastante criticado em festas de rua pelo Brasil durante o carnaval.

Imagem: Notícias ao Minuto

 

Criticado em blocos de carnaval Brasil afora, o presidente Jair Bolsonaro reagiu e usou o Twitter para postar um vídeo escatológico para associar as festividades de rua à obscenidade.

 

As imagens, feitas em um bloco de carnaval em São Paulo, mostram um homem colocando o dedo no ânus e depois se abaixando para outro indivíduo urinar em sua cabeça.


"Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões [conclusões]", escreveu Bolsonaro no Twitter.


Segundo a Folha de S. Paulo, o vídeo é de um bloco chamado "Blocu", que desfilou na última segunda-feira (4), no centro de São Paulo. Após mais de 12 horas de sua publicação, a postagem continuava disponível para os 3,45 milhões de seguidores do presidente na rede social.


Muitos internautas pediram o impeachment do presidente, com base na lei 1.079 da Constituição Federal, que dispõe sobre os crimes de responsabilidade, entre eles “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.


Os blocos pelo país foram marcados pelos protestos contra Bolsonaro, xingado por foliões em diversas cidades. Além disso, muitas fantasias ironizaram as supostas candidaturas laranjas do PSL e a relação da família Bolsonaro com Fabrício Queiroz.


No célebre carnaval de Olinda, o boneco do presidente da República foi hostilizado pelo público e alvo de latas de cerveja, apesar de também ter recebido aplausos.


Bolsonaro ainda criticou "dois famosos" que, segundo ele, acusam o governo de querer acabar com o carnaval, em referência a Caetano Veloso e Daniela Mercury. Na música "Proibido o carnaval", os artistas defendem a liberdade sexual, ironizam a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, e demonstram apoio ao ex-deputado Jean Wyllys, que se autoexilou na Europa devido a ameaças de morte.


"Dois 'famosos' acusam o governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. A verdade é outra: esse tipo de 'artista' não mais se locupletará da Lei Rouanet", escreveu o presidente no Twitter, ao publicar o vídeo de uma marchinha pró-governo. (ANSA)

 

Notícias ao Minuto

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