
Créditos: AFP / JUAN MABROMATA
A Conmebol confirmou que o técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, está suspenso para a partida contra o Deportivo Lara, nesta quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo B da Copa Libertadores da América. O clube celeste tentou recurso na entidade para contar com o treinador na partida, mas não foi aceito.
A suspensão de Mano Menezes é por causa da expulsão na vitória do Cruzeiro por 1 a 0 sobre o Huracán, na Argentina, na estreia pela Libertadores. O técnico foi excluído pelo árbitro peruano Diego Haro aos 44 minutos da etapa complementar. O Cruzeiro também recebeu multa de US$ 1,5 mil (cerca de 5,8 mil) pela expulsão de Mano.
“O único juiz do Tribunal Disciplinar confirma a parte de suspensão automática imposta ao Senhor Luiz Antônio Venker Menezes, não concordando com nenhuma outra parte de suspensão. A presente sanção será cumprida em conformidade com as disposições dos artigos 74 e 76 do Regulamento de Disciplina da Conmebol. O valor da multa será debitado automaticamente do valor a ser recebido pelo Cruzeiro Esporte Clube no conceito de direitos de Televising ou Patrocínio, Contra essa decisão não cabe recurso”, diz a nota assinada pelo presidente do Tribunal Disciplinar da Conmebol, Eduardo Gross Brown.
Por causa da expulsão, Mano Menezes não pôde nem conceder entrevista coletiva após o jogo contra o Huracán, respeitando o primeiro parágrafo do artigo 115 do regulamento da Copa Libertadores. Quem falou em seu lugar foi o assistente Sidnei Lobo, que comandará o time celeste do banco nesta quarta-feira. Posteriormente, após jogo contra o Tombense, pelo Mineiro, o treinador explicou o cartão vermelho recebido na Argentina.
“A expulsão na Argentina foi porque eu entrei em campo no lance em que o Rafinha quase fraturou a perna quando deslizou pelo gramado. A gente estava com uma alteração pronta para ser feita, mas o time deles foi malandro, pegou a bola e bateu rápido o lateral. Eu queria que o jogo parasse para completar a alteração. Essas são as diferenças da Libertadores. O banco deles deve ter entrado umas cinco vezes quando pediu pênalti, pediu isso, pediu aquilo, mas a arbitragem trata diferente o time da casa, o que também está dentro do normal”, disse Mano, em entrevista no dia 10 de março.
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