Publicada em 06/04/2019 às 12h51.
Ponte desaba com veículos em tráfego no estado do Pará
Parte de ponte sobre o rio Moju caiu na madrugada deste sábado (6).

 

(Imagem: reprodução da internet)

O Corpo de Bombeiros iniciou por volta das 10h da manhã deste sábado (6) as buscas aos desaparecidos na queda da terceira ponte da Alça Viária, sobre o rio Moju, próximo à entrada do município de Acará, que fica a cerca de 60 km de Belém. De acordo com o governo, o rompimento ocorreu devido a uma balsa que teria batido em um dos pilares da ponte, que é a terceira da Alça Viária, no quilômetro 48 da rodovia estadual. Dois veículos que passavam na via no momento da colisão caíram, mas o Corpo de Bombeiros não informou qual é o número de desaparecidos.

 

Parte da estrutura de 800 metros de extensão e 23 metros de altura, que faz parte do complexo de pontes da Alça Viária, localizada no km 48 da PA-483, desabou após ter um de seus pilares atingidos por uma balsa que transportava rejeitos de dendê, na área do município de Acará, nordeste do Pará. Com a colisão, quatro pilares da ponte caíram.

 

A ponte atingida é a terceira no sentido de saída de Belém. Segundo o governo, ela sofreu avarias por constantes choques de embarcações e estava em reparos há cerca de dois meses.

 

Órgãos de segurança pública se reuniram na manhã deste sábado (6) em Belém para discutir ações para acelerar o resgate de vítimas do acidente. "É um dia triste, com esse episódio lamentável. Neste momento, a nossa prioridade é agilizar as buscas pelas vítimas e dar total apoio às suas famílias", disse o governador Helder Barbalho.

 

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai acionar judicialmente a empresa proprietária da balsa que colidiu com a ponte. Os bombeiros não encontraram os documentos ou certificados da balsa.

 

Reflexos do acidente

 

Técnicos da secretarias estaduais também estão reunidos para definir alternativas para garantir a mobilidade de veículos, que utilizam a área da ponte avariada. Sem a ponte, o transporte hidroviária é a única alternativa para chegar a outras regiões do estado.

 

Segundo a Prefeitura de Belém, o fluxo de veículos que circularia pela ponte migrou para balsas, e toda a área de portos da avenida Bernardo Sayão já começou a sentir os reflexos disso na manhã deste sábado (6). Para diminuir os impactos, a Prefeitura de Belém montou uma força-tarefa envolvendo diversos órgãos, que atuarão na área por tempo indeterminado.

 

FONTE: G1.

 

 

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