
Foto:Felipe Ribeiro/TV Jornal
Para pedir mais rapidez na regulamentação dos aplicativos de transporte privado de passageiros, como o Uber e o 99, taxistas da Região Metropolitana do Recife (RMR) realizam um protesto, na manhã desta segunda-feira (8), na área Central do Recife. A categoria se reuniu na Praça do Derby, no bairro de mesmo nome, segue em passeata até a Prefeitura do Recife, que fica no bairro do Recife. Os taxistas cruzaram a Avenida Agamenon Magalhães, passaram pela Avenida Conde da Boa Vista, pela Avenida Guararapes e chegaram na Dantas Barreto. Na última segunda-feira (1º), os taxistas fizeram uma manifestação que durou cerca de 13 horas.
Com carro de som, fogos de artifício e cartazes, o clima no protesto é de hostilidade aos membros da categoria que não aderiram à passeata. Cerca de 50 taxistas participam do ato. De acordo com Lúcio Mauro, presidente da Associação de Taxistas e Condutores Auxiliares de Pernambuco, os taxistas querem que se cumpra a lei lei 18.528. "A lei foi sancionada pelo prefeito Geraldo Julio e que infelizmente não está sendo fiscalizada pela CTTU. Eles não têm placa vermelha e eles não podem fazer o transporte público. Então, nós queremos que possa igualar com a quantidade de táxi que existe aqui na Capital, que é de 6.128 táxis", afirma Lúcio.
Após o ato, a 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital concedeu uma liminar proibindo os taxistas de fecharem completamente as vidas do Recife. Caso haja o descumprimento da ordem, uma multa no valor de R$ 1.000 será imposta a cada proprietário de táxi. Devido à decisão, a categoria decidiu, então, realizar um ato a pé e utilizando bicicletas. "Uma coisa inédita, a Justiça é lenta mas conseguiram uma liminar para desobstrução de ruas. Já que a gente não pode mais fazer um movimento com veículo, então vamos a pé, de bicicleta, de carro de mão. A gente vai sair", comenta o taxista Wellington Lima.
Liminar
Os taxistas também foram proibidos pela Justiça de ocupar as entradas da Prefeitura do Recife, e devem manter distância de dois quilômetros do local. Em caso de descumprimento da ordem, a multa chega a R$ 50 mil. Os taxistas pretendem entregar à Prefeitura uma pauta com cerca de 13 reivindicações, envolvendo a redução da fiscalização sobre os táxis, o patrocínio da Prefeitura para os cursos de taxistas, a não apreensão dos táxis para depósito e que haja uma maior fiscalização nos carros que rodam com aplicativo.
JC Online