Publicada em 27/01/2020 às 09h37.
Prévias carnavalescas movimentam as ladeiras de Olinda e o Recife Antigo
A pouco menos de um mês do Carnaval, o clima foi de muita folia no domingo (26) nas duas cidades históricas.

Imagem: reprodução do Google


A pouco menos de um mês do Carnaval, o clima foi de muita folia no domingo (26) em Olinda e no Recife. No Sítio Histórico da Cidade Alta, foliões de todas as idades enchiam as ladeiras, brincando como se já fosse a Festa de Momo, e o frevo dividiu espaço com o samba. Na Capital, o projeto Recife Antigo de Coração atraiu moradores e turistas com blocos líricos, maracatu e shows.


Da subida da rua 27 de Janeiro, a tradicional Pitombeira dos Quatro Cantos, que completa 73 anos de fundação em fevereiro, saiu às ruas da Cidade Alta, animando o público. Acompanhada do marido e do filho de 11 anos, a professora Isabel de Lima, 42, não perde uma prévia do bloco. "A gente sempre vem. A gente canta todos os clássicos do frevo", conta.


O cortejo contou também com foliões de longa data, como o garçom José Filipe de Lima Neto, que fez da própria fantasia uma homenagem aos colegas de profissão. “Todo ano eu venho para a Pitombeira e vou para o Bacalhau do Batata. Onde tem festa, tem que ter garçom”, explica.


A caracterização incluía, ainda, referência a ícones do brega, como o cantor Reginaldo Rossi, e um telefone. “[Rossi] é uma pessoa que Olinda acolheu muito e o telefone é porque eu recebo muitos pedidos”, brinca.


Já a praça Monsenhor Fabrício, onde fica a sede da prefeitura, foi dominada pelo samba do bloco Sombatuki, que também percorreu as ladeiras cheio de foliões. "É a primeira vez que eu acompanho este bloco, mas sempre vou em outros do mesmo estilo. O samba é um ritmo animado, que dá pra se divertir", diz o dançarino Fábio de Oliveira, 24.


Recife Antigo


O centro histórico da Capital recebeu também uma edição carnavalesca do projeto Recife Antigo de Coração, organizado pela Prefeitura. A programação, que oferece uma série de atividades gratuitas, teve shows e apresentações de dança em palcos montados na avenida Alfredo Lisboa, em frente ao Marco Zero, e na rua da Guia. Tendo iniciado às 10h, as atividades seguiram até as 20h, com Nego Thor.


O bairro também foi tomado por grupos de percussão, como o Paranambuca e o Maracatu Ogún Onilê, além do lirismo do bloco Eu Quero Mais. Os turistas e foliões não paravam de tirar fotos com Eliane Lucena, 55, que segurava o flabelo. “Adoro puxar o bloco. Tem muita poesia”, afirma.


O gerente comercial Diego Gomes, 36, veio com a mulher e o filho de 6 anos. É a primeira vez que a família, que é de São Paulo e mora no Recife há seis meses, passa o Carnaval na Cidade. “É diferente, uma cultura que a gente não conhecia, mas é bem bacana”, diz.


FONTE: FOLHA PE 

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