
Foto: Matheus Senna/ Divulgação
Por Andréa Galvão
Tudo começou em meados do século XIX quando a província de Pernambuco enfrentava tensões políticas, havia uma ocupação desordenada do litoral, enquanto o interior encontrava-se em total abandono. Em razão disto as autoridades recorreram a Dom Pedro II e ele pediu ajuda à Igreja Católica, a mesma o atendeu e subsidiou a vinda e estadia no Brasil dos Frades Capuchinhos da Sicília ( Itália) para atuarem no processo civilizatório e na manutenção da ordem pública.
Entre os
religiosos estava o Frei Caetano de Messina o qual não poupou esforços para
construir hospitais, cemitérios, escolas e igrejas em Pernambuco. Logo chega a Pesqueira e em 1852 institui a
devoção à Santa Águeda. Ele já a conhecia, uma vez que sua cidade natal (
Messina) e o lugar que a Virgem Mártir nasceu ( Catânia) eram vizinhas,
distando uma da outra apenas 96 km.
Na ocasião em que ela se torna padroeira, Frei Caetano lança a pedra fundamental da igreja que se tornaria uma Catedral. Segundo os registros históricos, a festa da padroeira começa em 27 de janeiro de 1873 com caminhada em que levam a bandeira, seguindo-se da novena e culminando com a procissão da imagem.
Ainda que muito se propague, sempre tem alguém interessado em saber quem foi Águeda ou Ághata. Pois bem, vamos lá! Ela foi uma jovem italiana, linda e rica a qual renunciou a riqueza da família para ajudar os pobres e consagrar-se a Cristo. Nesta época a perseguição aos cristãos era implacável. O poderoso Quinciano tendo sido rejeitado por ela buscou ajuda com o imperador Décius, o mesmo mandou prendê-la sob a alegação de praticar bruxaria, submeteu-a às mais cruéis torturas, inclusive a extração dos seios e por fim a matou no dia 05 de fevereiro de 251 d.C.
Pesqueira é a única cidade do Brasil em que ela é padroeira, graças ao Frade de Messina e a fé de um povo, que há 169 anos rendem graças a essa Santa milagrosa e de uma história tão encantadora!