Publicada em 11/02/2020 às 09h03.
Áudio que autorizou suspeito de matar Marielle não é de porteiro que citou Bolsonaro
O assassinato aconteceu no dia 14 de março de 2018 e a gravação foi feita no mesmo dia, quatro horas antes da execução.

Imagem: divulgação


O laudo feito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que a voz do porteiro que autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra no dia da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes não é a mesma do porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro em depoimento na Delegacia de Homicídios (DH). As informações são do jornal O Globo, que teve acesso ao documento.


O parecer, assinado por seis peritos, descarta que o áudio tenha sofrido qualquer alteração ou edição e que a pessoa responsável por autorizar a entrada de Queiroz foi o policial reformado Ronnie Lessa. Ambos estão presos, acusados de terem cometido o crime.


No ano passado, um dos porteiros disse em depoimento que Bolsonaro havia liberado a entrada de Élcio no condomínio, mas depois desmentiu o fato. Agora, com a conclusão do laudo, sabe-se que outra pessoa interfonou para Lessa, condômino e vizinho do presidente, e autorizou a entrada dele.


O assassinato aconteceu no dia 14 de março de 2018 e a gravação foi feita no mesmo dia, quatro horas antes da execução.


FONTE: DP

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