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Após muita polêmica e informações desencontradas, a Prefeitura de Olinda resolveu permitir que os motoristas de transporte por aplicativo, como Uber e 99, acessem o polo de folia da Cidade no Carnaval 2020. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (17), no Palácio dos Governadores, sede da prefeitura, onde a administração municipal divulgou os serviços que serão ofertados na Folia de Momo.
Os condutores vão poder acessar a cidade pela barreira montada na Avenida Olinda, mas só poderão seguir até o posto de gasolina nas proximidades da delegacia do Varadouro.
De lá, terão que retornar no sentido Recife. Em anos anteriores eles podiam seguir pela avenida Sigismundo Gonçalves, fazendo retorno na Praça do Jacaré. Um percurso cerca de 500 metros maior. Em 2019, por exemplo, empresas também montaram lounges para os passageiros, como wi-fi e lugar para descanso na Praça do Carmos e no Hospital do Tricentenário.
Em 2020, portanto, o usuário do transporte de aplicativo terá uma estrutura muito mais simples. Apenas um ponto de embarque e desembarque será montado. Ele ficará localizado em frente ao Hotel Colônia, na Avenida Presidente Kennedy, no trevo de retorno à Avenida Olinda, sentido Recife.
Polêmica entre prefeitura e associação
A polêmica envolvendo a Associação dos Motoristas de Aplicativos de Pernambuco (Amape) e a Prefeitura teve início na terça-feira (11), quando a associação divulgou uma parceria com a gestão municipal, em que os motoristas tinham que realizar um cadastro do site da Amape e fazer um pagamento de uma taxa de R$ 200 para garantir a circulação em Olinda.
Após a repercussão negativa da novidade, a associação voltou atrás, afirmando que não iria mais "avançar com as tratativas", argumentando que foi mal interpretada. O valor arrecadado seria revertido para investimentos no Carnaval e os motoristas receberiam adesivos que permitiriam o acesso além das áreas de bloqueio.
A Prefeitura de Olinda, no entanto, informou, à época, que a parceria ainda que havia recebido o presidente da Amape, Thiago Silva, na última segunda-feira (10) para tratar sobre o acordo, mas negou a cobrança da taxa de R$ 200. O boleto seria gerado no site da Amape e o pagamento poderia ser feito em 12x no cartão.
FONTE: NE10