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Desde que chegou ao Náutico, o técnico Gilmar Dal Pozzo não perdeu atuando nos Aflitos. Foram 10 vitórias e cinco empates - não considerando os amistosos e o confronto contra o Afogados, em que o Timbu foi treinado por Dudu Capixaba.
Em duas ocasiões, o profissional precisou lidar com a pressão de decidir uma classificação nas penalidades, vencendo ambas. Um aproveitamento que deixa a torcida otimista para o duelo desta noite, às 21h30, diante do Botafogo, nos Aflitos, pela segunda fase da Copa do Brasil. O vencedor passa de fase e embolsa R$ 1,5 milhão. Um empate levará o jogo para a disputa por pênaltis.
O jogo contra o Náutico teve apenas 11.780 ingressos à venda. O clube tentou aumentar a capacidade do estádio e, ontem, recebeu a visita do Corpo de Bombeiros visando conseguir o laudo de segurança, mas até o fechamento desta edição não foi divulgado se o Timbu conseguiu a liberação para ampliar o número de bilhetes para o confronto.
O técnico Gilmar Dal Pozzo não definiu a equipe, mas a tendência é que o Náutico tenha o retorno do volante Luanderson, recuperado de gripe, do lateral-esquerdo Willian Simões, poupado da partida anterior por conta de desgaste muscular, além do zagueiro Diego Silva e do lateral-direito Bryan, dupla que cumpriu suspensão automática no Clássico dos Clássicos contra o Sport, pela Copa do Nordeste.
As únicas dúvidas estão no ataque. Kieza iniciou o trabalho físico, mas não tem presença confirmada na lista de relacionados, assim como Matheus Carvalho, fora dos treinos por conta de desgate.
"Não tomaremos decisões em cima da emoção. É nosso desejo que ele (Kieza) participe, mas trabalhamos com a razão. Um jogo desse nível precisa de atletas preparados fisicamente, mentalmente e taticamente. Se um lado não está funcionando, nós não podemos ser imprudentes.
Sobre Matheus Carvalho, ele fez um trabalho na academia, depois veio para o campo e fez a transição. Criou uma possibilidade real de jogar, mas também tenho Jhonnatan e Jorge Henrique como opções", explicou.
Pênaltis
Se a partida terminar empatada, o Náutico mais uma vez precisará contar com Jefferson. O camisa 1 foi decisivo nas quartas e semifinais da Série C, no ano passado, contra Paysandu (jogo que valeu o acesso à Série B) e Juventude, respectivamente.
"Estudamos os batedores, mas ali na hora é uma decisão do momento. O enquadramento do corpo, a velocidade que ele (cobrador) vai para a bola. Algumas coisas são da análise e outras do instinto. Treinamos muito e nossos batedores foram perfeitos no ano passado. Se precisar novamente, nós estaremos preparados", declarou o goleiro.
FONTE: FOLHA PE