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Assim como aconteceu há pouco mais de uma semana, o Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio 2020 voltou a sinalizar um possível adiamento do evento, que tem a Olimpíada marcada para acontecer entre os dias 24 de julho e 9 de agosto e a Paralimpíada entre 25 de agosto e 6 de setembro. Em entrevista publicada ontem no periódico norte-americano.
"Wall Street Journal", Haruyuki Takahashi, membro da equipe japonesa, afirmou que o grupo analisa medidas para debater na próxima reunião, no fim de março.
Na visão do Comitê Organizador, se não é possível realizar os Jogos na data original, devido à disseminação do novo coronavírus a nível global, a intenção é adiá-lo em um ou até dois anos.
A informação, no entanto, contraria o que disse Seiko Hashimoto, ex-patinadora e ministra da Olimpíada no Japão, na última semana, acerca do contrato com o Comitê Olímpico Internacional (COI). No discurso, ela revelou que o documento determinaria a realização do evento em 2020 e que a intenção seria passar a data para o final deste ano.
Segundo Haruyuki Takahashi, o dano financeiro ao cancelar a Olimpíada ou realizá-la de portões fechados, ou seja, sem a presença do público, seria enorme. Adiá-la para o próximo ano ou até mesmo 2022 também não é uma solução 100% feliz, uma vez que poderá dividir a atenção da mídia e do público com outros grandes eventos esportivos.
Um eventual cancelamento da Olimpíada reduziria o crescimento anual do produto interno bruto (PIB) do Japão em 1,4%, de acordo com informação da agência "Kyodo News" com base no relatório da "SMBC Nikko Securities Inc."
O COI, por sua vez, vem reforçando nas últimas semanas a confiança com a realização dos Jogos em sua data original, rechaçando informações relativas a adiamento ou cancelamento.
Presidente da entidade, Thomas Bach frisou que tais possibilidades sequer foram abordadas no encontro de dois dias do Comitê Executivo do COI, no último dia 4 de março, na Suíça. Entretanto, reconheceu que o vírus é assunto para uma discussão maior.
Enquanto não há respostas concretas em torno dos Jogos, os atletas tentam buscar suas classificações em um calendário que foi todo bagunçado. É que, por causa do risco de contaminação, muitos países estão proibindo a realização de eventos esportivos.
Com isso, as seletivas estão atrasando. O caso mais recente é o do judô, que ampliou a data final de classificação de 25 de maio para 30 de junho, cancelando eventos até abril.
FONTE: FOLHA PE