
Imagem: reprodução/SantaCruzPE
Até os 47 minutos do segundo tempo, o Santa Cruz segurava a vitória por 1x0 diante do Botafogo/PB, no Arruda, pela Copa do Nordeste 2020. Tudo isso com menos um em campo. Nos quatro minutos seguintes, dois gols aconteceram. Se a história parasse por aqui, muitos imaginariam que o Tricolor não teria resistido à pressão, sofrendo a virada.
Quem esteve no Arruda, porém, presenciou outro desfecho. Um com a marca da raça da Cobra Coral, capaz de transformar um triunfo magro em um placar elástico de 3x0. O resultado colocou os pernambucanos momentaneamente no G4 do Grupo B do torneio, na terceira posição, com 10 pontos.
Fim de primeiro tempo. Santa Cruz vencendo por 1x0. E a torcida? Feliz? Nem um pouco. A culpa não era do time. A vitória parcial colocava o clube no G4 da Copa do Nordeste. O problema era o homem do apito.
O árbitro Léo Simão foi o protagonista dos primeiros 45 minutos. E olha que ele tinha tudo para sair em paz com a torcida coral. Afinal, não titubeou ao marcar pênalti de Christianno em Pipico. O atacante do Tricolor bateu colocado para fazer 1x0.
Minutos depois, todavia, o mesmo árbitro deixou os tricolores raivosos. Didira fez falta e recebeu o cartão vermelho direto. O banco de reserva do Santa Cruz ficou inconformado. Como consequência, mais três expulsões da comissão técnica dos mandantes. Uma delas do treinador Itamar Schulle.
Sem o comandante e com menos um em campo, os mandantes, que dominavam as ações de jogo até então, com cinco escanteios em menos de 20 minutos, perderam a vantagem na posse de bola. Ainda assim, o time não sofreu tantos sustos do Botafogo.
O roteiro do segundo tempo foi o esperado. Santa mais fechado, Botafogo se lançando em busca do empate. Os paraibanos colocaram Dico e Pimentinha para aumentar as jogadas pelas laterais de ataque. Os pernambucanos sacaram Pipico e acionaram Bileu para reforçar a marcação no meio-campo.
O Botafogo pressionou, mas sem a qualidade necessária para furar o bloqueio do Santa. Os contra-ataques dos mandantes eram mais perigosos do que as investidas dos visitantes. Ainda assim, o Belo teve a grande chance de empatar o confronto aos 38 minutos. Léo Moura cruzou, Dico cabeceou e Maycon Cleiton fez uma defesa sensacional.
O árbitro deu seis minutos de acréscimo. Tempo extra para o Botafogo virar? Que nada. O Tricolor sacramentou o triunfo. Jeremias saiu do banco para marcar dois gols no apagar das luzes, transformando uma vitória suada em placar elástico. Um prêmio à resistência coral.
FONTE: FOLHA PE