
Imagem: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco
Se fugir do tédio em casa é ruim para um adulto, imagina para uma criança? A família, enquanto primeiro grupo social da vida, atua sozinha até chegar o momento de ir na escola, onde as crianças entram em contato com outras e precisam se adequar ao próximo (fora de suas casas).
Contudo, o período de isolamento social imposto para que consigamos deter a disseminação do novo coronavírus fez com que as aulas fossem suspensas. Por isso, a criança voltou a ficar 100% do seu tempo dentro de casa.
Para possibilitar acesso à educação para as crianças e também mais uma forma de “distração” ofertada pelos pais, a Prefeitura do Recife disponibilizou um catálogo de aplicativos e sites didáticos. São cerca de 80 aplicativos e sites que abrangem desde a educação regular até a educação assistiva, para pessoas com deficiência.
Inicialmente pensados para auxiliar na educação especial, aplicativos educativos foram assimilados pela educação regular nas escolas municipais do Recife de forma cotidiana.
“O uso de tablets nas escolas foi iniciado para a educação especial e logo em seguida foi ampliado. Pois, para que a inclusão fosse completa o estudante de educação especial não usaria nada de diferente do aluno de ensino regular”, explicou o secretário executivo de educação do Recife, Francisco Luiz dos Santos.
Amanda Cabral,12, é estudante da Escola Municipal Karla Patrícia, em Boa Viagem. Por ter paralisia cerebral nível quatro, ela faz uso dos aplicativos não só para acompanhar o conteúdo escolar, mas também para se comunicar na vida cotidiana. De acordo com Ana Cabral, 54, mãe de Amanda, a filha já procura aplicativos indicados pelos professores de forma independente e faz as atividades sem precisar de auxílio, na maioria das vezes.
“Muitas vezes eu subestimo a inteligência dela, mesmo sabendo que o seu cognitivo é igual ao nosso, porque os médicos falam. Ela verbaliza através de aplicativo e faz aulas de libras, em apenas seis meses na escola eu fiquei abestalhada com a escrita que ela tinha desenvolvido”, relatou.
Assim como Amanda, as crianças da rede municipal de ensino receberam a orientação para usar todo o catálogo após a suspensão das aulas presenciais. “O catálogo é para uso público, mas com a tranquilidade de que foi testado, examinado e averiguado por uma equipe técnica pedagógica”, salientou o secretário executivo.
Os games foram testados e catalogados por uma equipe de pedagogos que fez testes de uso em escolas da rede municipal, adequando o uso ao conteúdo programático da escola. Adilza Gomes, gerente de educação especial da secretaria de educação do Recife, foi uma das responsáveis pela seleção dos aplicativos e sites educacionais.
“Na rede municipal, a gente viu que muitos alunos estavam usando tablets para youtube e para jogos, muitas vezes, violentos. Daí a gente percebeu que esses tablets e celulares poderiam ser usados de uma forma pedagógica”, contou.
Kardyza Joana da Rocha, 38 anos, é uma das mães que estão se adequando na rotina com a filha, Maria Júlia, de 11, em casa 24h por dia. Kardyza contou que o uso de aplicativos da internet é comum pela filha.
Segundo a mãe, um dos aplicativos favoritos da filha é o Tik Tok. Maria Júlia não estuda em uma escola da rede municipal do Recife, por morar em São Lourenço da Mata. Mas, por um dia, topou testar alguns aplicativos do catálogo.
Um dos seus favoritos foi o “Estados do Brasil - Os mapas, capitais e bandeiras”. “Eu tava vendo que o assunto da minha prova é isso, já tive um trabalho sobre as regiões. Ele vai ser bom para estudar para a prova”, assegurou Maria Júlia.
O catálogo está disponível no link:
Meio Ambiente
Além dos aplicativos e sites educacionais, a Prefeitura também disponibilizou o Playbook Mangue, com conteúdo sobre sustentabilidade e meio ambiente. Cerca de 10 jogos tratam sobre reciclagem, biodiversidade, lixo e vários outros temas que envolvem a natureza.
O conteúdo é inspirado em cenários do Recife, como Praia do Pina, Marco Zero, Jardim Botânico do Recife, Parque da Jaqueira, com o objetivo de reforçar o compromisso socioambiental das crianças e adolescentes.
Para baixar o Playbook, basta acessar o Google Play e buscar por Playbook Mangue e Tal ou clicar no link:
https://drive.google.com/file/d/0BzbE38UUVrOnSkpDaV9adG92Mlk/view.
FONTE: FOLHAPE