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Pessoas com máscaras de proteção contra o novo coronavírus — Foto: Andre Penner
O diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou nesta segunda-feira (13) que as máscaras não são uma alternativa à quarentena no combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
"Máscaras não são uma alternativa à quarentena. E nós dissemos isso publicamente várias vezes: a OMS vai apoiar países que querem implementar uma estratégia mais ampla de usar máscaras ou de cobrir o rosto, desde que seja parte de uma estratégia mais abrangente", alertou.
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Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS — Foto: Christopher Black/OMS
O uso de máscaras deve ser, lembrou Ryan, incorporado a estratégias de testagem, isolamento e tratamento de casos, higiene das mãos e educação de comunidades.
Além disso, o diretor do programa de emergências também afirmou que não se pode substituir a quarentena por "nada" no combate à doença, ressaltando que outras medidas de saúde pública – como lavar as mãos com frequência e manter o distanciamento social – precisariam ser mantidas pelo "futuro previsível".
"Existem coisas que precisam ser feitas. Você não pode substituir a quarentena por nada. Você precisa substituir a quarentena por uma comunidade muito profundamente educada, comprometida, engajada e empoderada. Nós precisaremos mudar nosso comportamento pelo futuro previsível", alertou Ryan.
"Teremos que ter esses comportamentos adaptados – em termos de higiene pessoal, distanciamento físico, sermos cuidadosos – por um longo tempo", completou.
Critérios para suspender isolamento
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Tedros Adhanom Ghebreyesus — Foto: Salvatore Di Nolfi/Keystone/AP
A entidade também reforçou os critérios, já anunciados, que países devem levar em conta ao considerar suspender medidas de isolamento social:
1- A transmissão da Covid-19 deve estar controlada.
2- O sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos 3 os casos, além de traçar todos os contatos.
3- Os riscos de surtos devem estar minimizados em condições especiais, como instalações de saúde e casas de repouso.
4- Medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares aonde seja essencial as pessoas irem.
5- Os riscos de importação devem poder ser administrados.
6- As comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem à nova norma.
O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a organização publicará, na terça (14), um estudo completo com as novas recomendações estratégicas.
FONTE: G1.GLOBO.COM