
Imagem: Jim Watson / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pregou a rebelião contra o confinamento, apesar de seu país ter virado o principal foco do coronavírus, com quase 25% das mais de 154.000 mortes registradas no mundo.
E uma semana depois dos católicos e protestantes, o mundo ortodoxo celebra o fim de semana da Páscoa em confinamento. Isto porque o distanciamento social conseguiu conter a acelerada propagação da pandemia com 4,5 bilhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população mundial, confinadas em suas casas.
Nos Estados Unidos, no entanto, o principal instigador pelo fim do confinamento é o próprio presidente. "Libertem Minnesota!", "Libertem Michigan!", tuitou Trump, ao mesmo tempo que manifestantes, alguns deles armados, pretendem desafiar neste sábado as autoridades nos dois estados governados por democratas.
Enquanto o mundo supera 154.000 mortes na pandemia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê a recessão mais grave desde a Grande Depressão de 1929, os governos enfrentam o dilema sobre quando e como acabar com o confinamento, em uma tentativa de buscar o equilíbrio entre reduzir os danos sobre a economia e salvar vidas.
Praticamente não há país ou território no planeta que não tenha sido afetado pelo coronavírus, que já infectou mais de 2.250.000 pessoas, com mais de 154.000 óbitos. A Europa registra metade dos contágios (1,11 milhão de casos confirmados) e quase dois terços dos falecidos (98.000), de acordo com o balanço da AFP na manhã de sábado.
A Itália registra quase 23.000 mortes, a Espanha mais de 20.000, a França quase 19.000 e o Reino Unido se aproxima de 15.000.
Na América Latina o número de vítimas fatais supera 4.000 e a África registra mais de 1.000.
FONTE: FOLHAPE