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Foto: Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo
A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (1º) ter designado três procuradores para acompanhar o depoimento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro.
Moro pediu demissão do cargo na semana passada e, ao anunciar a saída, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal ao trocar o diretor-geral do órgão. Bolsonaro nega.
Diante das declarações, a PGR pediu, e o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito para investigar o que disse Moro.
Inicialmente, o ministro Celso de Mello deu 60 dias de prazo para a Polícia Federal ouvir Sergio Moro. Nesta quinta (30), porém, o ministro atendeu a um pedido de parlamentares e reduziu o prazo para 5 dias.
O depoimento de Moro ainda não tem data marcada. Em entrevista à revista "Veja", o ex-ministro da Justiça afirmou que entregará ao STF as provas do que disse sobre Bolsonaro.
Segundo a PGR, acompanharão o depoimento os seguintes procuradores:
João Paulo Lordelo Guimarães Tavares;
Antonio Morimoto;
Hebert Reis Mesquita.
O ministro Celso de Mello, relator do caso no STF, aceitou a indicação dos três procuradores para o caso.
Troca de mensagens
Quando anunciou a saída do Ministério da Justiça, Sergio Moro mostrou ao Jornal Nacional uma troca de mensagens entre ele e Bolsonaro.
Nas mensagens, Bolsonaro envia a Moro um link de uma reportagem do site O Antagonista, segundo a qual a PF estaria "na cola" de deputados aliados do governo.
Bolsonaro, então, diz a Moro que este seria "mais um motivo para a troca" do então diretor-geral da PF, Mauricio Valeixo.
Na ocasião, conforme as mensagens, Moro informa a Bolsonaro que o caso está no Supremo Tribunal Federal e que as investigações foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
FONTE: G1.GLOBO.COM