Publicada em 23/05/2020 às 09h22.
'Jamais eu entregaria um telefone meu', diz Bolsonaro
O ministro Celso de Mello, do STF, encaminhou à PGR pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o telefone do presidente seja apreendido e periciado.


Foto: Alan Santos/PR


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (22) que, mesmo se houver uma determinação para entregar seu aparelho celular, não pretende cumprir a determinação.


Mais cedo, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o telefone do presidente seja apreendido e periciado.


Segundo o ministro, cabe à PGR a analisar as acusações que constam nas representações. O encaminhamento ao Ministério Público Federal é praxe em casos de casos do tipo.


"Eu não sou diferente de ninguém. A lei me atinge, mas eu sou o presidente da República. Jamais eu entregaria um telefone meu", afirmou. "Só se fosse um rato para entregar o telefone."


Bolsonaro também disse que uma decisão judicial nesse sentido seria "uma afronta". Embora seja comum pedir um parecer da PGR quando o STF recebe notícia-crime, o presidente disse que Celso de Mello poderia ter ignorado o pleito dos parlamentares.


Ele disse ainda ter certeza de que o parecer do PGR, Augusto Aras, será contra a entrega do celular.


FONTE: FOLHA PE 

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