Publicada em 29/05/2020 às 11h17.
Prefeitura de Pesqueira devolve respiradores pulmonares por suspeita de irregularidades
Informação é da assessoria de comunicação. A nota esclarece que o motivo são dúvidas na eficácia dos equipamentos.

Imagem: Axel Heimken/dpa/Pool/dpa/AFP


A Prefeitura Municipal de Pesqueira, no Agreste do Estado, anunciou, por meio de nota oficial, a devolução de três respiradores pulmonares, adquiridos com verba pública, por suspeita de irregularidades no funcionamento dos produtos por parte da empresa fornecedora. A nota foi divulgada na noite de quinta-feira (28).


Segundo a assessoria de comunicação, os equipamentos foram adquiridos no dia 22 de abril, junto à empresa Polo Hospitalar LTDA, de Garanhuns. Os respiradores seriam utilizados em unidades de saúde locais, para o tratamento de pacientes que contraíram síndromes respiratórias graves, em decorrência do novo coronavírus.


A nota salienta, no entanto, que apesar de os equipamentos terem passado por avaliação do Conselho Municipal de Saúde e aprovados por profissionais da área, o Poder Executivo decidiu pela devolução, em virtude de dúvidas na qualidade dos produtos, levantadas pela Operação Apineia, da Polícia Federal, que investiga fraudes na aquisição de 35 ventiladores pulmonares junto a empresa de fachada, feita pela prefeitura de Recife.


- “Em virtude das notícias veiculadas sobre uma eventual dúvida quanto à eficácia dos equipamentos, optamos por devolvê-los ao fornecedor, com a consequente restituição dos valores pagos.”, diz o texto.


A prefeitura não informa, entretanto, o valor dos equipamentos no ato da compra, mesmo em regime de dispensa de licitação. O Governo Municipal esclarece que Pesqueira ainda conta com outros dois respiradores, comprados com recursos próprios, e que continuará no esforço de adquirir mais equipamentos.


NOTA NA ÍNTEGRA





ENTENDA O CASO*


Uma operação da Polícia Federal que investiga a compra de respiradores pela prefeitura do Recife em caráter emergencial, através da Secretaria de Saúde, com dispensa de licitação, cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (28). Um dos locais em que os policiais estiveram pela manhã foi a sede da prefeitura, onde fica localizada a secretaria. Segundo a PF, o celular do Secretário de Saúde foi apreendido.


Esta foi a segunda fase da Operação Apneia, deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Pernambuco na manhã desta quinta-feira (28). No Recife, os mandados foram para os bairros do Recife, onde fica a prefeitura, e do Espinheiro, em local não informado.


Segundo as investigações, empresas com débitos com a União superiores a R$ 9 milhões se utilizaram de uma microempresa “fantasma”, que estava no nome da ex-companheira do proprietário de fato, para contratar com a PCR. A PF constatou que a firma contratada não existe de fato em seu endereço de cadastro, além de não ter funcionários ou bens em seu nome.

 

*Texto do G1.

 

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