Publicada em 13/06/2020 às 10h31.
Hacker é preso por suspeita de desvio milionário
De acordo com a Polícia Civil, uma das investigações aponta que homem é responsável por golpes de R$ 14 milhões.

Imagem: A Redação / Divulgação 


Um homem, considerado pela Polícia Civil de Pernambuco um dos maiores hackers do Brasil, foi preso sob suspeita de desviar mais de R$ 14 milhões por meio de invasão virtual de contas bancárias e clonagem de cartões. Esta captura, segundo a corporação, ocorreu em um imóvel de luxo no Grande Recife e fez parte da Operação Impacto II. A ação prendeu, ao todo, 22 pessoas, por vários crimes.


Os detalhes da operação foram repassados, na sexta-feira (12), por meio de entrevista coletiva transmitida pela internet. A ação, deflagrada na quarta (10), ocorreu na capital e em toda a Região Metropolitana, para combater homicídios, roubos, tráfico de drogas, e teve a participação de 127 policiais.


De acordo com a polícia, um dos destaques da Operação Impacto II foi a captura do hacker, na Reserva do Paiva, um condomínio com casas luxuosas, no Cabo de Santo Agostinho. Ele foi alvo de um mandado de prisão e vai responder por estelionato, em um presídio no Grande Recife.


Em entrevista à TV Globo, o delegado João Gustavo Godoy afirmou que o homem preso era procurado há quatro anos, período em que teria aplicado golpes de até R$ 100 milhões.


“Há quatro anos, tentávamos prender esse homem. Ele escapou de outras operações da polícia. O homem vivia uma vida de luxo e tinha um grande patrimônio”, afirmou o policial.


Godoy contou que o homem, que não teve o nome divulgado, agia contra pessoas físicas e também invadia instituições financeiras para dar golpes.


“Em 2016, ele deu um golpe de R$ 8 milhões, ma escapou. No ano passado, também tentamos localizá-lo, mas ocorreu a fuga”, lembrou o delegado.


Durante a entrevista, o delegado ressaltou que, em tempos de pandemia, as pessoas devem redobrar os cuidados para não cair em golpes aplicados pela internet.


“Como as pessoas estão mais em casa, terminam usando esses meios para fazer pagamentos e transações financeiras”, comentou.


Para Godoy, a maioria dos golpes é aplicada por causa de alguma falha cometida pelo dono da conta ou do cartão. "O problema ocorre quando a própria vítima aperta em algum e-mail que tem algum vírus ou dá alguma informação que não devia dar”, afirmou.


João Gustavo Godoy disse, ainda, que está sendo investigada a possibilidade de o grupo desse hacker ter participação em golpes envolvendo o pagamento do auxílio emergencial da pandemia do novo coronavírus. “Essa investigação deve ficar a cargo da Polícia Federal”, comentou.


Tráfico


Durante a Operação Impacto II também houve 18 prisões em flagrante. Os policiais cumpriram quatro mandados de captura e um de busca e apreensão. Os envolvidos são apontados como integrantes de grupos de tráfico de drogas.


“Também combatemos crimes como homicídios e roubos”, afirmou o delegado Diogo Farias, um dos responsáveis pelo comando da ação.


“A Operação Impacto II é uma continuidade da Operação Impacto I, que foi realizada no mês passado, no Grande Recife, e também prendeu 22 pessoas”, afirmou Faria.


Segundo a polícia, durante a Operação Impacto II, foram apreendidos maconha, crack, cocaína, dois revólveres e munição. Os agentes e delegados também recolheram R$ 15 mil em espécie.


Um dos destaques da a operação, segundo o delegado Gilberto Loyo, foi a prisão de um dos líderes de uma facção criminosa, que atua em Porto de Galinhas e Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, na Região Metropolitana.


FONTE: G1

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