
A vacinação contra a Covid-19 é feita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Plano Nacional de Imunização (PNI) no Brasil. Contudo, prevendo uma possível falha no segmento do calendário do PNI, na quarta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que estados e municípios podem comprar as vacinas de forma independente.
Pernambuco já está em articulação com outros estados para discutir a aquisição de vacinas, contudo o secretário estadual de Saúde, André Longo, informou que o fornecimento de vacinas para a população é dever do PNI e que entrar na fila para aquisição dos imunizantes pode fazer com que as vacinas pedidas posteriormente cheguem muito tarde.
Com relação à distribuição de vacinas pelo Governo Federal, o secretário informou ser muito importante que o Ministério da Saúde possa garantir todas as vacinas.
"O PNI, ao nosso ver, tem que ser o grande condutor do processo de vacinação no Brasil. Nós acreditamos que é dever do Ministério da Saúde adquirir todas as vacinas que estejam disponíveis, desde que eficazes e seguras, com a chancela da Anvisa ou com a chancela de outras agencias internacionais num processo de autorização emergencial da Anvisa".
A compra de vacinas de forma independente do Governo Federal, de acordo com o secretário, pode chegar tarde demais.
"O que nós precisamos deixar claro é que não interessa comprar vacina para ser entregue com um tempo muito grande de entrega, para ser entregue, por exemplo, no segundo semestre, no final do segundo semestre. Muitas águas vão rolar e, até lá, o Ministério da Saúde poderá disponibilizar um contingente de vacinas que possa atender a população", afirmou Longo, em coletiva virtual, nesta quinta-feira (25).
Por outro lado, o secretário informou que acompanha com preocupação algumas negociações que não avançaram entre empresas que vendem a vacina e o Ministério da Saúde. "A gente viu as negociações com a Pfizer não avançarem. Isso preocupou todos os estados. A gente vê alguma demora em efetivar aquisição, no caso da Sputnik e no caso de outras vacinas, como a da Moderna e da Johnson & Johnson", relatou.
Longo informou que, para que haja uma compra de vacinas, que está sendo analisada tanto pelo Consórcio do Nordeste quanto pelo Fórum de Governadores, a entrega precisa ser de curto prazo.
"O governador Paulo Câmara vai participar de reuniões, inclusive no final de semana, do Fórum dos Governadores, para avaliar a possibilidade de nós adquirirmos vacinas, desde que respeitados os critérios: vacinas que sejam aprovadas pela Anvisa, que tenham eficácia e segurança garantidas, e que o contrato preveja a entrega em tempo curto, porque nós temos pressa, em especial, para vacinar todos os grupos prioritários", ressaltou.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR