
Um
dia depois de o Fórum Nacional de Governadores pedir explicações ao
Ministério da Saúde sobre a redução do número de doses de vacinas para
combater o novo coronavírus (Covid-19) previstas para março, os
presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado,
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cobraram do ministro Eduardo Pazuello, que em
24 horas informe sobre o cronograma de vacinação apresentado aos
senadores em sessão temática na Casa no dia 4.
A previsão era de
que o ministério distribuísse em março - só da vacina
Oxford-AstraZeneca, produzida na Fiocruz - 16,9 milhões de doses. Mas a
quantidade caiu para 3,8 milhões. Na última segunda-feira (8), depois de
uma reunião na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de
Janeiro, com governadores, o ministro da Saúde atribuiu o atraso a uma
uma falha técnica em uma máquina de lacre da embalagem da vacina.
Em
ofício enviado a Pazuello, Lira e Pacheco fizeram quatro perguntas ao
ministro. Eles querem saber se o cronograma foi alterado e, em caso
afirmativo, quais foram as razões para isso e quais os principais
obstáculos enfrentados no momento para que o cronograma vigente seja
cumprido.
Os parlamentares também querem saber se o ministério
tem informações a respeito do cronograma de produção nacional de vacinas
pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan. Em caso afirmativo, quais
seriam as datas para o envio de vacinas, pelas referidas instituições,
ao governo federal.
Sobre a aquisição de Insumo Farmacêutico
Ativo (IFA), os parlamentares querem saber há calendário para sua
aquisição, por parte do governo federal, de outros países, e se há o
risco de falta dessa matéria-prima, além dos maiores entraves para que a
pasta faça a aquisição e importação do produto.
“Considerando a
urgência que nos impõe a pandemia ocasionada pela disseminação do vírus
SARS-CoV-2 e a crescente taxa de óbitos por dia em decorrência da
Covid-19, solicitamos a presteza de V. Exa. no sentido de encaminhar as
informações acima requeridas no prazo de 24 horas, a fim de que as Casas
do Congresso Nacional possam adotar as providências cabíveis no combate
à pandemia”, diz o ofício.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR