
Fonte: G1/ Reprodução.
Por Andréa Galvão
Recordo-me bem que há um ano, quando fomos surpreendidos pelas consequências nefastas da pandemia do Coronavírus, inúmeros questionamentos inundaram a alma a ponto de nós inquietar. Por que um vírus invisível e tão letal estaria dizimando a população em todo o planeta? O que aprenderíamos com o isolamento social? Como ele iria impactar nossa vida no futuro? Será que nos tornaríamos seres humanos melhores? Mais altruístas, menos apegados ao dinheiro, mais preocupados com o meio ambiente?
Supunha-se que naquele momento a exposição frequente ao sofrimento alheio e também nosso teria efeito didático para muita gente. Engano! Só para alguns. Mal o monstro Corona dá uma trégua que os egoístas de plantão caíram na farra, aglomeraram-se à vontade em festas clandestinas. Os bares se enchiam a olhos vistos, a violência nunca cessou e a hipocrisia não tirou férias.
Há dois meses estamos sendo sacudidos por uma segunda onda da moléstia que mais parece um tsunami e quando achamos que é assustador a divulgação dos recordes de mortes diárias cuja causa ainda é a Covid-19, conhecemos uma doce criancinha de 4 anos e que atende pelo nome de Henry Borel padecer numa sessão de tortura que culminaria no seu fim tão brutal. Padrasto assassino e mãe cúmplice!
Pronto! Chegamos ao ápice da barbárie. Como assim? É difícil enxergar na figura materna outra coisa que não seja proteção... Visualizar na tela da TV um algoz da estirpe do Dr. Jairinho e uma mãe como Monique, dá asco, pavor e arrepios! É por essas e outras que vejo que a transformação e transcendência da humanidade é uma aposta utópica.
Quem sempre foi bom, sairá dessa melhor ainda e quem tem uma pitada de maldade dentro de si, com ou sem pandemia vai deixá-la crescer a ponto de transbordar. Só há algo que não mudou e não mudará, para todas as nossas ações há reações similares. Aprenda quem quiser!