Publicada em 22/04/2021 às 08h26.
Empresa suspeita de fraudar oferta de vacina contra Covid-19 é alvo de operação no Recife
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão no escritório da empresa.

Frasco com a vacina Astrazeneca - Foto: Marco Bertorello / AFP


Uma empresa suspeita de fraudar ofertas de vacinas contra Covid-19 a prefeituras de diversos municípios do Brasil é alvo da Operação Sine Die, deflagrada nesta quinta-feira (22), no Recife.

A empresa estaria oferecendo a vacina AstraZeneca, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela ação.

Nesta quinta, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão no escritório da empresa, localizada num empresarial no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, e seus representantes.

A operação é feita em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco e a Polícia Rodoviária Federal.

As buscas desta quinta-feira devem apreender celulares, computadores, contratos e outros documentos relacionados ao crime para auxiliar nas investigações.

De acordo com o que já foi apurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, a empresa alvo da operação ofertava os lotes da vacina da AstraZeneca por meio de uma empresa americana pelo valor de US$ 7,90 (aproximadamente R$ 44).

"A Polícia do Rio realizou a gravação de uma reunião em que os sócios da empresa oferecem as doses para a prefeitura de Barra do Piraí [município do Rio de Janeiro] e utilizam como exemplo o município de Porto Velho [capital de Rondônia], em que já houve o pagamento e atraso na entrega das doses prometidas", explicou o delegado Thales Nogueira, titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD).

Pelo contrato apresentado pela empresa, as cidades deveriam realizar o pagamento antecipado por meio de "swift" (remessa internacional) ou carta de crédito no momento da suposta postagem das doses em Londres, no Reino Unido.

A AstraZeneca informou que todas as doses da vacina contra a Covid-19 em produção pelo laboratório estão destinadas a consórcios internacionais como o Covax Facility e contratos com países.

O fabricante afirmou que não há doses remanescentes para serem comercializadas com estados, municípios ou entidades privadas.

*Outras informações em instante*



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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