
Em
uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (23), a Organização Mundial de
Saúde declarou que mais de 90% das nações do mundo ainda estão
comprometidas em seus serviços essenciais de saúde devido à pandemia da
Covid. "A segunda rodada de uma 'pesquisa de pulso' da Organização
Mundial da Saúde revela que, após um ano de pandemia, as interrupções
substanciais persistem, com cerca de 90% dos países relatando uma ou
mais interrupções nos seus serviços essenciais de saúde, sem uma marca
global substancial de mudança desde a primeira pesquisa realizada no
verão do hemisfério norte de 2020", diz o relatório.
Mas, de
acordo com a OMS, boa parte dos países relatou progresso em relação à
extensão das interrupções, com mais de um terço dos serviços afetados,
contra a metade dos mesmos em 2020. Para a entidade grandes esforços são
necessários para restaurar e fortalecer os serviços em todas as nações.
Segundo a pesquisa, dentre os maiores problemas citados pelos
entrevistados estão à força insuficiente de profissionais de saúde (66%
dos países), os desafios financeiros (43%), a falta de comunicação com
os pacientes e interrupções nas cadeias de abastecimento.
A
principio a pandemia causou maior impacto negativo nos cuidados
primários diários e nos cuidados de longo prazo para condições crônicas,
reabilitação e cuidados paliativos no fim da vida. Cerca de 20% dos
países também contaram interrupções em serviços de emergência, serviços
críticos e cirúrgicos que salvam vidas, enquanto 40% experimentam
dificuldades em fornecer cuidados de saúde mental, detecção de câncer,
tratamentos para tuberculose, HIV e hepatite B e C, bem como diabetes,
contracepção, atendimento odontológico urgente e desnutrição. Já a taxa
de ocupação dos leitos de UTI destinados aos pacientes com Covid
encontra-se está em torno de 92%.
No combate à crise de saúde
pública, mais da metade dos países pesquisados recrutou pessoal médico
adicional, transferiu pacientes para outros centros de saúde ou mudou
para métodos alternativos de atendimento, incluindo atendimento em casa e
uso de telemedicina.
Entretanto, o
diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, ressaltou que os governos e as
organizações internacionais precisam intensificar os esforços para
evitar interrupções nos serviços essenciais de saúde, imunização e
malária. "A pesquisa destaca a necessidade de intensificar esforços e
tomar medidas adicionais para fechar lacunas e fortalecer os serviços.
Será especialmente importante monitorar a situação nos países que
estavam lutando para fornecer serviços de saúde antes da pandemia",
enfatizou.
O levantamento realizado abrangeu 63 serviços básicos
de saúde em 216 países e territórios nas seis regiões da OMS. A OMS
recebeu um total de 135 respostas de funcionários do primeiro escalão
dos Ministérios da Saúde dos países pesquisados de janeiro a março de
2021.
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR