
Superlua / Reprodução do UOL.
A Lua vai entrar na fase cheia na noite de segunda para terça-feira (27) e também estará em seu perigeu, ou seja, o ponto de máxima aproximação com a Terra. Por isso, este fenômeno recebe o nome popular de superlua. Mas neste mês, será uma "superlua rosa", como é chamada em certas tradições.
Teremos um alinhamento triplo: de um lado da Terra, o Sol; do lado oposto, a Lua, mais próxima. Isso fará com que ela apareça mais brilhante. O ápice será às 0h33 desta terça (27). Mas apesar do nome, é praticamente impossível para o olho humano diferenciar uma Lua cheia "comum" de uma "superlua". E ela não terá nenhuma cor especial.
O que acontece? A órbita da Lua ao redor da Terra — assim como as dos planetas ao redor do Sol— não é um círculo perfeito, mas sim uma elipse (um círculo um pouco achatado). Por isso, ela se afasta e se aproxima de nosso planeta durante sua movimentação pelo universo. O ponto mais distante é chamado de apogeu; o mais próximo, perigeu.
Isso não é raro, pois ocorre todos os meses. A Lua demora
aproximadamente 28 dias para dar uma volta completa na Terra, passando por suas
quatro fases. Nosso satélite não tem luz própria; brilha porque reflete a luz
do Sol. E, como está sempre girando, nós a vemos de diferentes formas com o
passar dos dias.
Quando está no perigeu, ela nos parece até 15% maior e 30% mais brilhante. Isso pode ocorrer em qualquer uma das fases; se coincide com a Lua cheia, temos a chamada superlua, um termo controverso.
Sem parâmetros comparativos, o que veremos no céu no dia 26 será uma Lua
cheia normal. "Essa história de superlua é meio factoide astronômico. Só
com instrumentos, como um telescópio, ou comparando por meio de fotografias,
será possível notar alguma diferença", acredita Naelton Araújo, astrônomo
do Planetário do Rio.
FONTE: UOL.