
Com o objetivo de
contribuir com a recuperação econômica do Estado, a Associação Comercial e
Empresarial de Caruaru (Acic) e o Sebrae irão realizar a 31ª Rodada de Negócios
da Moda Pernambucana (RNMP), de 28 a 30 de abril, no Polo Caruaru, seguindo os
protocolos sanitários de segurança contra a Covid-19.
A edição contará com
mais de 100 mil produtos em exposição em 12 segmentos, além de uma rodada de
moda autoral com 20 marcas de designers pernambucanos que irão apresentar suas
coleções, após terem participado de processo de incubação. A principal feira de
negócios da moda do Norte e Nordeste acontecerá também em formato virtual para
contemplar as pessoas do grupo de risco da pandemia.
Moda autoral:
As coleções autorais
ocuparão 120m², onde serão apresentadas 20 marcas que participaram de projetos
do Marco Pernambucano da Moda. "São empresas diversas de moda masculina e
feminina, calçados e acessórios dentro do conceito de autoralidade. Umas têm
viés mais criativo, outras mais cultural, outras mais sustentável, e todas
foram capacitadas pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em
Pernambuco (NTCPE). Nossa intenção é colocar tudo que foi vivenciado em prática
nessa amostra, onde acontecerá a venda do mix de produtos no varejo para
compradores, expositores e visitantes", explica o coordenador da Rodada de
Negócios, Wamberto Barbosa. No espaço, o público da Rodada poderá conhecer
também os serviços oferecidos pelo Marco Pernambucano no Agreste.
Além da rodada de moda
autoral, o evento trará 80 expositores em seu ambiente tradicional de
exposição, entre marcas de roupas, calçados e acessórios e empresas que
oferecem insumos para a indústria, essas últimas estarão na ala InoveTex. ''O
mercado da moda continua gerando oportunidades para novos negócios, mesmo com
todas as dificuldades impostas pela pandemia. A Rodada de Negócios há 15 anos
projetou o Polo de Confecções do Agreste para o Brasil inteiro e, nesse
momento, sua relevância se torna ainda maior por fazer a engrenagem da economia
girar em ritmo mais acelerado, por meio da edição presencial, com pedidos
gerados nos três dias de evento, e na plataforma marketplace, o ano todo",
ressalta a presidente da Acic, Ivania Porto.
Projeções para o
mercado:
A Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projeta para o mercado uma
produção semelhante à de 2019. De acordo com pesquisas da Abit, estima-se que
manufaturas têxteis e de vestuário devam crescer 8,3% e 23%, respectivamente,
na comparação com 2020, e que serão gerados 25 mil empregos com carteira
assinada. A expectativa da Associação é que sejam produzidas 5,81 bilhões de
peças, o que representa 2,09 milhões de
toneladas, número semelhante aos registrados em 2019, que foram de 5,94 bilhões
de peças e 2,05 milhões de toneladas.
Para as vendas no
varejo, a Abit espera a comercialização de 6,2 bilhões de peças em 2021, o que
representa um crescimento de 25% em comparação com 2020. Em faturamento, a
expectativa é de que o comércio atinja R$ 228,9 bilhões até dezembro, montante
26% maior que em 2020. Embora os números pareçam altos, a Abit ressalta que as
comparações são feitas sobre uma base baixa e que o setor vinha buscando uma
recuperação desde 2010, quando foi surpreendido pela pandemia, sendo um dos
mais afetados.