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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula pelas redes sociais um áudio
com a voz da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, em que ela indica um
site destinado a recolher doações para financiar a campanha de Lula. Mensagens
dizem que a gravação é atual e que se trata de uma tentativa antecipada de
lançar o ex-presidente novamente ao posto em 2022. É #FAKE.
O áudio é antigo, feito em 2018. Está, portanto, totalmente
fora de contexto. O endereço do site citado por Gleisi nem sequer está
disponível. A assessoria dela afirma que o áudio foi feito para a campanha de
2018, em uma ação de financiamento coletivo, chamada vaquinha virtual,
autorizada pela Justiça Eleitoral.
"O áudio foi gravado quando o ex-presidente Lula ainda
era candidato. Lamentável que, com má-fé e de forma criminosa, pessoas façam
circular a mensagem fora do contexto para produzir fake news."
Na época
preso, com sucessivos recursos negados pela Justiça, Lula liderava as pesquisas de intenção de votoquando teve o registro da
candidatura rejeitado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa, que proíbe que condenados
em órgão colegiado da Justiça participem da disputa.
O
ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês em regime inicialmente fechado
pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região por corrupção passiva e lavagem de
dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.
Mesmo ciente de que o registro podia ser negado, o PT registrou a candidatura de Lula, que recebeu 16 contestações.
Antes da decisão do TSE, um parecer assinado por dois integrantes do Comitê de Direitos Humanos da ONU recomendou ao Brasil que garantisse os direitos políticos de Lula, e permitisse que ele concorresse até o término da análise de todos os recursos judiciais de sua condenação.
O TSE entendeu
que a manifestação dos integrantes do comitê não tinha caráter vinculante. A
defesa do ex-presidente tentou usar essa posição para suspender a
inelegibilidade dele, mas o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no
Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido.
O PT confirmou
em 11 de setembro o acordo costurado nos bastidores pelo próprio ex-presidente
Lula: elevar Fernando Haddad, vice na chapa, à condição de presidenciável. A
deputada estadual Manuela D’Ávila (RS) assumiu a vaga de vice, na aliança com o
PCdoB. Haddad disputou
o segundo turno com Bolsonaro.
Lula
2022?
O nome de Lula tem sido novamente ventilado, desta vez porque o Supremo, por 8 votos a 3, anulou as condenações do ex-presidente impostas pela Justiça Federal do Paraná, tornando-o inelegível novamente. Ele já disse em entrevistas que pode voltar a se candidatar, mas que o principal objetivo é tirar Bolsonaro do poder
FONTE: G1.