Publicada em 03/05/2021 às 11h15.
Letra clássica do trabalho escolar: quem inventou a fonte Times New Roman?
A Times New Roman, tão familiar a estudantes e profissionais que operam computadores desde os anos 1980, foi encomendada em 1941 pelo jornal britânico The Times para dar uma repaginada.

 

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.


A Times New Roman, tão familiar a estudantes e profissionais que operam computadores desde os anos 1980, foi encomendada em 1941 pelo jornal britânico The Times para dar uma repaginada. A missão ficou a cargo do estúdio Monotype, especializado em projetar fontes tipográficas.

 

O autor da novidade foi o designer Stanley Morison. Como ele se baseou no estilo romano de grafia, criado no século 15, a fonte foi batizada como "a nova romana do Times" e estreou no jornal em 3 de outubro de 1932.

 

Ela durou 40 anos nas páginas do The Times até ser substituída por variantes dela mesma a partir de 1972 —a mais recente é a Times Modern, que estreou em 2006. Nesse meio tempo, a fonte se consagrou e o estúdio Monotype fez a festa vendendo a Times New Roman para outros usos, sobretudo para editoras de livros —até a Encyclopaedia Britannica era impressa com ela.

 

Dos livros, a Times saltou para as telas dos computadores e se popularizou mais ainda. A partir dos anos 1980, os processadores de texto, como o MS Word, tinham a Times New Roman como uma das fontes padrão —teve também uma versão concorrente, lançada pela Linotype, e licenciada para a Apple, Adobe e Xerox. Daí para virar fonte padrão para trabalhos escolares, do ensino médio a teses de doutorado, foi um pulo.

 

Nessa mesma época do boom dos computadores pessoais, várias fontes foram criadas do zero para abastecer as opções nos processadores de texto. E foi aí que surgiu a "rival" da Times New Roman, uma outra fonte padrão que se popularizou e até hoje causa discórdia e polarização bem-humorada, no melhor estilo bolacha x biscoito, gato x cachorro.

 

A Arial também foi criada pelo Monotype, só que em 1982, pelos designers Robin Nicholas e Patricia Saunders. A ideia era criar uma fonte sem serifas (aqueles tracinhos no pé da letra e nas demais extremidades que a Times New Roman tem, sabe?) que fosse quase idêntica à outra fonte consagrada, a Helvetica, sem pagar licenciamento.

 

Em 1992, a Arial foi incorporada ao pacote de fontes do Windows 3.1 e o resto é história e rivalidade escrita em nossos corações e documentos. Ainda que desde 2007 a Microsoft tenha colocado a Calibri como fonte padrão do pacote Office, que além do Word tem o Excel, o Powerpoint etc., o mundo ainda se divide entre pessoas que só escrevem em Times contra o time Arial.


FONTE: UOL.



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