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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra o momento em que pessoas
desmaiam na calçada em meio a ambulâncias e ao som de sirenes de carros de
emergência. Uma legenda diz que isso ocorreu após as pessoas tomarem a vacina
contra a Covid-19. É #FAKE.
Uma legenda falsa que acompanha o vídeo diz: "Genocídio na Índia após a inoculação de 138 milhões de indianos que foram injetados em 3 meses. As pessoas caem como moscas após a vacina".
Uma busca reversa nas imagens usadas na mensagem falsa leva a um acervo fartamente documentado de notícias de um vazamento de gás ocorrido em uma fábrisa de polímeros, resina plástica e fibra sintética em Visakhapatnam, em 5 de Julho de 2020.
As imagens são anteriores, portanto, ao início da vacinação na Índias, em Janeiro de 2021.
Atualmente, cerca de 9,5% da população de 1,35 bilhão recebeu a vacinae o país enfrenta uma queda súbita no número de doses ministradas. Há problemas de oferta e entrega. Ao menos três estados relatam falta de doses.
As previsões mostram que os dois principais
produtores de vacinas no país vão demorar pelo menos dois meses para conseguir
aumentar a produção (a quantidade atual é de 70 milhões a 80 milhões de doses
por mês). A Índia pediu para que a Pfizer, a Johnson & Johnson e a Moderna
ofereçam propostas de contratos, mas nenhuma das três o fez até agora.
A Índia chegou à marca de 20 milhões de casos notificados de coronavírus na terça-feira (4) e efetivamente vive uma situação caótica, mas não por causa da vacina e, sim, pela falta dela. A alta de infecções sobrecarregou o sistema de saúde do país, que enfrenta problema da falta de oxigênio. Há vítimas que morrem em ambulâncias ou mesmo em carros estacionados do lado de fora dos hospitais.
Na segunda-feira, um funcionário do Ministério da Saúde afirmou que em algumas regiões o número de infecções está em tendência de queda. Mas o modelo do governo aponta para um pico no meio desta semana.
O primeiro-ministro, Narendra Modi, não impôs um lockdown nacional por ter medo de uma recessão econômica, mas os governos regionais decretaram medidas de restrição.
FONTE: G1.