Publicada em 05/05/2021 às 14h37.
Presidente repetiu defesa à cloroquina. No entanto, o medicamento não possui comprovação científica contra o vírus.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quarta-feira (5) o que chama de "tratamento precoce" e caracterizou que aqueles que criticam o uso dos remédios como cloroquina, ivermectina e nitazoxanida para a Covid-19 e que não apresentam outra alternativa são "canalhas". No entanto, as drogas não possuem comprovação científica contra o vírus. A primeira, em março, teve o uso fortemente desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O chefe do Executivo também comentou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Declarações ocorrem no mesmo dia em que o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, presta depoimento no Senado no âmbito da comissão.
"Canalha é aquele que é contra o tratamento precoce e não apresenta alternativa, esse é um canalha. O que eu tomei, todo mundo sabe, ouso dizer que milhões de pessoas fizeram esse tratamento. Por quê contra? E espero que a experiência de Manaus com doses cavalares de hidroxicloroquina seja completamente desnudada pelos senadores. Por que não se investe em remédio? Porque é barato demais? É lucrativo para empresas farmacêuticas ou para laboratórios investir no que é caro? Nós conhecemos isso", apontou.
"Se algum de vocês perceber um barulho na porta, ou na cozinha de vocês, à noite, vocês vão fazer o quê? Vão para baixo da cama? Ou vão se preparar para aquela pessoa que, com toda certeza, está invadindo seu imóvel? Com o vírus é a mesma coisa, temos que enfrentá-lo. Essa CPI, eu tenho certeza, vai ser excepcional no final da linha. Vai mostrar, sim, o que alguns fizeram, erradamente, com os bilhões entregues pelo governo para seus respectivos estados e municípios", relatou.
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
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