
André Longo / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Em entrevista coletiva
realizada na tarde desta quinta-feira (6) o médico e atual secretário estadual
de Saúde, André Longo, afirmou que apesar de Pernambuco maio será um mês muito
difícil. O cenário, segundo ele, já ocorreu no primeiro ano de pandemia. O
motivo, segundo Longo, é a já tradicional incidência elevada de doenças respiratórias
(além da Covid-19) nesta época.
“A situação ainda será preocupante e maio ainda será um mês difícil, porque
historicamente é um período de alta nas ocorrências de doenças respiratórias.
Não necessariamente só por Covid, mas outras doenças respiratórias, causadas
por outros vírus e outros agentes epidemiológicos, como bactérias”, explicou o
secretário.
Apesar da dificuldade já projetada devido à possibilidade de mais pressão sobre
o sistema de saúde e da alta taxa de ocupação de leitos no estado (97%), as
medidas restritivas já adotadas até então não serão endurecidas, apenas
mantidas. O secretário explicou que a razão para isso é que os números mostram
Pernambuco num platô (estabilização elevada) de casos, mas sem aceleração da
transmissão.
É importante lembrar que, como lembrou o secretário de Saúde, as medidas de
distanciamento social, uso correto e constante das máscaras e higiene adequada
seguem sendo mais importantes do que nunca, inclusive para pessoas que já
terminaram seu esquema de vacinação.
“As vacinas não protegem 100% da infecção, nenhuma delas. As que têm maior
eficácia do ponto de vista de proteção para a infecção têm 95% de proteção
quanto a se infectar com o vírus. (...) Mas a pessoa que se vacina, mesmo com a
segunda dose, ainda pode ser portadora do vírus, ainda pode ter eventualmente
sintomas leves e ainda pode transmitir o vírus. A prevenção é a regra mesmo
para as pessoas vacinadas”, ressaltou Longo.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.